Pentium 4 empata com Athlon XP de menor velocidade em testes
Pentium 4 ou Athlon XP? Essa pergunta habita a mente de muitos micreiros que, na hora do upgrade, querem turbinar o processador do PC. Teste realizado pelo site britânico ZDNet revelou que o Pentium 4 de 2,4 GHz tem desempenho comparável ao do Athlon XP 2100+, que funciona a 1,773 GHz.
Enquanto o Pentium 4 fica na frente para quem curte internet e games, o Athlon XP superou o chip da Intel em aplicações gráficas e até mesmo uma configuração Intel com a memória mais rápida da atualidade, a Rambus.
Lançado no inÃcio da semana pela Intel, o novo Pentium 4 teve uma campanha agressiva de marketing para tentar desbancar a nova filosofia da AMD, que privilegia a “real performance” do processador em vez de somente a velocidade de clock —pulsos eletrônicos constantes que coordenam as operações do micro.
Segundo o site britânico, o processador Athlon XP 2100+ bateu o Pentium 4 de 2,4 GHz em máquinas idênticas equipadas com memória DDR (Doble Data-Rate). Mesmo equipado com a memória Rambus, o Pentium 4 mostrou desempenho inferior ao do Athlon XP da AMD.
O Athlon XP também foi mais rápido em testes gráficos com o programa 3D Studio Max 4.2 —ele traduziu um desenho tridimensional (processo conhecido como “render”) em 19 segundos, enquanto o Pentium 4 demorou 21 segundos para completar a mesma tarefa.
A reportagem do ZDNet confirma que o chip da AMD foi mais rápido em dois outros testes gráficos, principalmente porque muitos softwares de edição ainda não foram atualizados para a plataforma Intel do Pentium 4.
Nos testes de internet, no entanto, o Pentium 4 ficou na frente. Ele bateu o Athlon XP em mais da metade das comparações. Games e aplicações high-end também mostraram mais agilidade quando funcionaram com o processador da Intel.
Termo – Clock
Praticamente todos os circuitos eletrônicos utilizam um cristal de quartzo para controlar o fluxo de sinais elétricos responsáveis pelo seu funcionamento. Cada transÃstor é como um farol, que pode estar aberto ou fechado para a passagem de corrente elétrica. Este estado pode alterar o estado de outros transÃstores mais adiante, criando o caminho que o sinal de clock irá percorrer para que cada instrução seja processada. De acordo com o caminho tomado, o sinal irá terminar num local diferente, gerando um resultado diferente.
Um cristal de quartzo vibra 14.7 milhões de vezes por segundo. A cada pulso do cristal, o circuito gera um certo número de clocks, de acordo com a sua frequência de operação. Dentro de cada ciclo de clock deve haver tempo suficiente para que o sinal percorra todo o processador e todas as operações necessárias sejam concluÃdas.
Existe sempre uma frequência máxima de operação suportada pelo circuito, determinada pela técnica de produção usada (0.18 ou 0.13 mÃcron por exemplo), pelo projeto do processador, pelo número de transÃstores, etc. Existem processadores capazes de atingir frequências de operação mais altas que outros, mesmo dentro da mesma técnica de produção.
O Pentium 4 por exemplo, graças ao maior número de estágios de pipeline consegue operar a frequências mais altas que um Athlon construÃdo na mesma técnica (um Pentium 4 Willamette contra um Athlon Thunderbird por exemplo), mas em compensação o desempenho por clock não é o mesmo. A 0.18 mÃcron o Pentium 4 chegou aos 2.0 GHz, enquanto o Athlon XP chegou apenas aos 1.66 GHz (XP 2000+), mas apesar disso, o desempenho do Athlon XP por clock é bastante superior.
Artigo de Wagner S. Vasconcellos
Analista de Suporte / HelpDesk

Deixe seu comentário