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Postado por Plinio Cruz em 23 de maio de 2002 - Internet, Linux, Rede |
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O Sistema Operacional Linux possui em seu Kernel um conjunto poderoso de recursos para definição de regras de roteamento, o que permite que o mesmo seja utilizado para se obter soluções de problemas não convencionais de roteamento nos quais, muitas vezes, nem mesmo roteadores propriamente ditos, construídos em hardware especializado, oferecem uma solução a contento.
Este artigo descreve um pouco do funcionamento destes recursos, de acordo com a nova filosofia de definição de regras de roteamento, presente na série 2.4 do Kernel do Linux, perfazendo um estudo de caso de uma rede conectada a múltiplos provedores de backbone, em um comparativo com as soluções apresentadas a este problema no artigo “Roteando pela Origem com Linux”, publicado no número 7 do volume 2 do NewsGeneration, com o uso dos recursos da série 2.0 do Kernel do Linux.
Por: Allan Edgard Silva Freitas – Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia – CEFET-BA Coordenação Técnica de Informática – COINF
1. Introdução
O Kernel do Linux, a partir da série 2.2, evoluiu para um sub-sistema de rede completamente novo e remodelado. O código deste subsistema é extremamente flexível, robusto e, graças a funções especiais, faz par a poucos sistemas operacionais, mesmo considerando o firmware de roteadores dedicados. As funções especiais existentes neste subsistema do Linux incluem diretivas diversas de roteamento, controle, filtragem e priorização de tráfego.
Embora o Linux possua tanta flexibilidade, perdemos o uso de tais funções pelo simples fato de que na maior parte dos sistemas a configuração é baseada em utilitários presentes em toda base UNIX, nos quais a configuração e uso das funções especiais do Kernel do Linux não são acessíveis, como os comandos arp, ifconfig e route. Estes comandos, embora utilizem syscalls adaptadas ao novo subsistema, fazem as chamadas passando diversos argumentos com valores padrão, perdendo-se a flexibilidade de configuração neles existente. Contudo, um pacote chamado iproute2 liberta o poder do sub-sistema de rede do Linux, permitindo a configuração de sistemas com toda a flexibilidade existente no Kernel, de forma poderosa, sem perder a facilidade de uso das ferramentas anteriores. Ainda será abordado o uso do iptables, o qual permite definir diversas regras de tratamento de pacotes, que tornam um servidor Linux um seguro firewall.
2. Ambiente de uso
Como ambiente de uso, será descrita a configuração sobre um gateway baseado no Linux Slackware 8.0. O Sistema Operacional Linux está disponível sob a forma de diversas distribuições. Para os propósitos deste artigo, qualquer distribuição baseada em Kernel da série 2.4, com os pacotes iptables e iproute2 poderia ser empregada. O Slackware na sua versão 8.0 vem com o Kernel na versão 2.4.5 e o iptables. Será descrito, a seguir, a otimização do Kernel para os propósitos de operação de um roteador, bem como a instalação do pacote iproute2.
A instalação do Slackware 8.0 não apresenta maiores dificuldades para administradores de sistemas. Não será abordado todo o processo em si por fugir do escopo do artigo. Contudo, na seleção dos pacotes deve-se optar pela instalação do Kernel na versão 2.4.5 (em detrimento da versão da série 2.2 oferecida como padrão de instalação) e pela instalação do pacote iptables.
Efetuada a instalação, é interessante recompilar o Kernel para habilitar as opções existentes que permitem a atuação de um servidor Linux como um roteador avançado. Para recompilarmos o Kernel, execute os seguintes passos:
# cd /usr/src/linux
# make menuconfig
Este comando permite a configuração através de menus das funções a serem compiladas no Kernel. Parte destas funções estão em processo de constante desenvolvimento e modificação, portanto, no item “Code maturity level options”, selecione:
[*] Prompt for development and/or incomplete code/drivers
Devem ser habilitados os drivers de dispositivos correspondentes às interfaces de rede existentes no sistema, através do item Network Device Support.
As opções existentes referentes ao subsistema de rede do Linux se encontram em Networking Options. Faremos uma descrição suscinta dos itens de maior relevância. Por padrão, o protocolo IP na sua versão 4, na qual se baseia a Internet, encontra-se habilitado através de:
[*] TCP/IP Networking.
Há uma versão mais atual do protocolo IP, o IPv6, a qual foi desenvolvida para ser utilizada no futuro na Internet. Caso se queira, pode-se fazer experimentações com esta nova versão do protocolo. As ferramentas abordadas neste artigo atuam com o IPv6 e maiores informações sobre o protocolo podem ser obtidas no Projeto 6Bone-BR em http://www.6bone.rnp.br/. As opções referentes ao mesmo são:
<*> The IPv6 Protocol
[*] enable EUI-64 token format
Para utilizar a ferramenta iptables, ou comandos da ferramenta ip sobre o objeto rule, possibilitando recursos com NAT e Proxy Transparent, devemos habilitar as opções:
[*] Network packet filtering (replaces ipchains)
[*] Network packet filtering debugging
[*] Socket Filtering
E, ainda, devemos ativar as opções existentes no subitem “IP: Netfilter Configuration”, dentre as quais o suporte a iptables.
Para o suporte ao estabelecimento de túneis de protocolo, ative:
<*> IP: tunneling
<*> IP: GRE tunnels over IP
Um recurso bastante interessante de rede (com algumas melhorias com o IPv6), o Multicast, é uma opção a se observar:
[*] IP: multicasting
[*] IP: multicasting routing
Opções avançadas de roteamento, incluindo NAT, devem estar ativas para os nossos propósitos:
[*] IP: advanced router
[*] IP: policy routing
[*] IP: use netfilter MARK value as routing key
[*] IP: fast network address translation
[*] IP: equal cost multipath
[*] IP: use TOS value as routing key
[*] IP: verbose route monitoring
[*] IP: large routing tables
Para, então, compilar o Kernel, salva-se a configuração e segue-se os seguintes passos:
# make dep
# make clean
# make bzImage
# make modules
# make install
# make modules_install
Para instalar o pacote iproute, deve-se fazer o download do mesmo no endereço ftp://ftp.inr.ac.ru/ip-routing/iproute2-current.tar.gz. Este link simbólico aponta para a última versão estável disponível para download. A versão do iproute2, indicada pelo arquivo iproute2-current.tar.gz, que foi utilizada neste artigo, foi a do arquivo iproute2-2.4.7-now-ss010824. tar.gz . Após obter o pacote, deve-se executar os seguintes passos:
# cp iproute2-current.tar.gz /usr/src/
# cd /usr/src
# tar –zxpvf iproute2-current.tar.gz
# cd iproute2
# make
Caso você obtenha algum erro na tempo de compilação, deve-se analisar o arquivo-fonte indicado. A depender do contexto do ambiente de instalação, podem ocorrer problemas de compilação referentes ao suporte a algumas tecnologias, protocolos e tipos de interfaces, os quais não devem estar diretamente relacionados ao nosso ambiente, indicados no arquivo ll_types.c sob o diretório lib. Caso ocorra mensagem de erro referente a este arquivo, edite o arquivo e comente as linhas indicadas pelo comando make, colocando barra inclinada dupla no início das mesmas e recompile. Após a compilação, instale as ferramentas ip e tc manualmente:

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Postado por Plinio Cruz em 17 de maio de 2002 - Delphi, Programação |
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Nesta coluna nossa intenção não é ensinar ninguém a programar e muito menos lidar com ambiente de programação por objeto, e sim ajudar a encontrar soluções simples utilizando a poderosa ferramenta que é o Delphi.
O Delphi é um software de programação com muitas facilidades, uma delas (muito usada por mim) é utilizar as funções do Windows, como a de navegação por HTML, por exemplo, para criar pequenos softwares.
Recentemente criei um manual eletrônico para uma empresa, a missão era a seguinte: disponibilizar manuais de forma fácil e organizada para que os seus funcionários usassem os notebooks da empresa para lê-los e imprimi-los a qualquer momento, e ainda incluindo um sistema de procura.
O prazo era curto, os manuais já estavam digitalizados, mas havia um problema: como a empresa tem muitos vendedores a configuração era Windows 98 e só, não tinha qualquer outro produto, pois ficaria caro demais usar programas legalizados em todos os notebooks.
A solução foi a seguinte: primeiramente converti por dentro do Microsoft Word o manual em HTML fazendo páginas distintas por capítulo, ou seja, fiz trabalho de webdesigner. Criei um sistema de procura em Java Script por palavra chave.
Feito isto os funcionários poderiam “navegar” por dentro do Internet Explorer, mas o desejo era um programa personalizado e com um menu constante na tela, então criei um Browser só para aqueles arquivos, que eram lidos de dentro de um CD. Estamos falando em mais de 250Mb de arquivos entre textos e figuras.
Para isto usei um componente nativo do Delphi: o TWebBrowser, veja abaixo como ficaram as partes principais do programa com os comentários.
Busca do diretório: O GetExePath é uma function que, como o próprio nome sugere, é para pegar o path do executável a fim de buscar os arquivos no mesmo diretório, muito útil na execução em CD.
function GetExePath : String ;
var
Cdir : string;
begin
// Se a função retorna com zero, OCORREU UM ERRO
SetLength(Cdir,144);
if GetCurrentDirectory(144,Pchar(Cdir)) <> 0 then
begin
SetLength(Cdir,Strlen(Pchar(Cdir)));
result := Cdir;
end
else raise Exception.Create('ExePath não encontrado.');
end;
Criei um TreeView – contendo um índice dos capítulos. A variável barra é apenas para fazer a versão de HD, para isso atribuindo valor ‘/’ e para versão em CD o valor é nulo. O evento Change carrega na janela do WebBrowser o produto especificado pela escolha.
procedure TForm1.TreeView1Change(Sender: TObject; Node: TTreeNode);
begin
case node.AbsoluteIndex of
0 : WebBrowser1.Navigate (GetExePath + barra+'pdfs/produto01.htm');
1 : WebBrowser1.Navigate (GetExePath + barra+'pdfs/produto02.htm');
//(...)
75 : WebBrowser1.Navigate (GetExePath + barra+'pdfs/produto75.htm');
76 : WebBrowser1.Navigate (GetExePath + barra+'pdfs/produto76.htm');
end;
end;
Fazendo a procura – para fazer a procura o recurso é o mesmo da chamada de página, bastando apenas especificar o caminho da página que contém o Java Script, o único cuidado é que a rotina tem que mostrar o resultado e seus links direcionando para a mesma página do resultado.
procedure TForm1.Procurar1Click(Sender: TObject);
begin
WebBrowser1.Navigate (GetExePath +barra+'pdfs/procura.htm');
end;

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Postado por Plinio Cruz em - Hardware, Tecnologia |
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Para um usuário comum comprar um computador é como tomar uma sopa de letrinhas.
Assim que se chega no balcão de qualquer loja especializada em informática o vendedor logo pergunta: “Qual a placa mãe? O processador? A memória é DIMM ou Rambus? O HD de quanto? Vai querer portas USB? Se for PENTIUM tem que ter socket 370…”
E a maratona de perguntas continua e se pode ficar perdido no meio desse “micrês” todo, mas para ajudar você o Clube esclarece alguns dos novos termos de informática.
A memória RAM (random acess memory) é uma memória de uso temporário, ela é veloz e guarda dados somente enquanto se estiver com o computador ligado, normalmente é aí que o processamento dos programas acontece.
Com a evolução dos processadores é natural o desenvolvimento de seus componentes, para acompanhar a troca de dados e com isto obter-se um aproveitamento ainda maior daqueles.
Existem vários tipos de memória, sendo que as mais rápidas são a DIMM e a RAMBUS (esta última a mais nova evolução atinge taxas de transferência com o computador de até 1,6GBps).
A utilização dessas memórias tem sua diferença em aplicações avançadas, com softwares que exigem muito processamento, como os aplicativos gráficos e os games atuais.
O processamento das memórias em questão é tão importante para certas aplicações que até a tecnologia do chip muda, o exemplo claro disto é a tecnologia HYPER-THREADING da Intel.
O desenho do chip para esta tecnologia foi feito para executar vários processos num mesmo ciclo de clock, e mais: segundo o fabricante esses chips funcionam como se fossem dois processadores lógicos.

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Postado por Plinio Cruz em 15 de maio de 2002 - Windows |
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Um dos recursos teoricamente mais amigáveis do Windows XP vem revelando seu lado irritante aos usuários. Cerca de três vezes por semana, os usuários do Windows XP vêem uma pequena janela na parte inferior da tela, avisando-os que existe um novo patch disponível para seu sistema. A grande quantidade de patches faz alguns usuários se perguntarem se seus discos rígidos são grandes o bastante para suportar aquilo que Bill Gates chama de “Computação Confiável”.
Os usuários também reclamam que muitos dos patches tornam o XP instável. Outros se queixam do grande espaço ocupado por patches destinados ao que consideram aplicativos desnecessários, como games e programas de trocas de arquivos, e acreditam que a Microsoft deveria se preocupar mais em corrigir falhas cruciais de segurança.
Os especialistas em segurança digital dizem que o recurso de atualização automática é bom na teoria, mas não funciona tão bem quanto deveria. Em alguns casos, os patches mais recentes até interferem no funcionamento de atualizações anteriores, fazendo com que máquinas supostamente protegidas fiquem abertas ao ataque de hackers maliciosos.
Os experts também confirmam que muita brechas de programas da Microsoft continuam abertas, e se perguntam quando a iniciativa Computação Confiável terá resultados visíveis no mundo real.
A própria Microsoft parece estar tendo problemas para acompanhar a enxurrada de patches. O programador Thor Larhom admite que um patch chamado MS02-018 classificado pela empresa como “crítico” e lançado no começo de abril, ainda não foi instalado nos servidores Hotmail e Hotmail Passport da própria companhia.
Uma porta-voz da Microsoft confirmou que os servidores ainda não receberam o patch. “A MSN está trabalhando para implementar este patch o mais rápido possível”, disse. “No entanto, já que o MSN Hotmail conta com mais de 110 milhões de usuários, a atualização de todos os servidores é demorada, e está em andamento”.
Larhom disse que os servidores que não possuem o patch podem fazer com que as contas do Hotmail fiquem expostas a uma série de invasões. Segundo a porta-voz, até onde a Microsoft sabe, nenhuma informação dos clientes foi comprometida até agora.
Larhom postou em seu website uma lista contendo 14 outras vulnerabilidades observadas em aplicativos da Microsoft. Segundo ele, no final de março a lista trazia apenas duas falhas, mas de lá pra cá seus números dispararam.
Em resposta à lista de Larhom, um porta-voz da Microsoft disse que, na opinião da companhia, “promover supostas vulnerabilidades pode pôr os usuários de computadores em risco, ou no mínimo causar confusão e apreensão desnecessárias”.
Larhom faz graça com a resposta: “A última vez em que li a frase ou pelo menos causar confusão e apreensão desnecessárias foi há três dias, na resposta da Microsoft a outro artigo relacionado à segurança. Esta é a nova resposta pronta da empresa”. Ele diz que as vulnerabilidades listadas em sua página, descobertas por vários especialistas, passaram por testes rigorosos e foram reconhecidas pela Microsoft antes de serem publicadas. “Com toda certeza, as falhas listadas aqui já estão sendo usadas”, diz. “A lista existe para pressionar a Microsoft, na limitada esperança de que eles corrijam esses defeitos. Também faço o possível para ter certeza de que cada falha listada traga consigo uma solução provisória que possa ser aplicada imediatamente. A Microsoft parece achar que os clientes preferem permanecer vulneráveis enquanto esperam por um patch”.
Outros pesquisadores de segurança eletrônica também concordam que a Microsoft ainda precisa solucionar uma série de problemas de segurança em seus produtos e serviços, mas disse que a companhia está se saindo melhor do que antes. Joel Scambray, um dos autores de Hacking Exposed, vem trabalhando de perto com a Microsoft. Ele acredita que a empresa está fazendo progressos reais em sua iniciativa Computação Confiável. “Posso ver de maneira muito nítida como o memorando de Bill Gates (enviado dia 18 de janeiro a todos os funcionários da Microsoft e comunicando a nova iniciativa) esquentou os ânimos da companhia e a levou a reavaliar muitas questões fundamentais relacionadas à segurança dos produtos”, diz Scambray. “Nos bastidores, acho que os passos certos estão sendo dados para fazer melhorias. Isto apenas não é visível ainda”.
Menashe Eliezer, gerente do Finjans Malicious Code Research Center, também acha que a Microsoft está progredindo. “O público não vê as mudanças na estratégia da Microsoft, mas tenho certeza que qualquer programador da empresa pode falar a respeito delas”, afirma. “Eu percebo a diferença”.
Apesar disso, tanto Eliezer quanto Scambray questionam o recurso de atualização do XP. Eles dizem que os patches podem entrar em conflito, causando problemas ao sistema, e às vezes até remover proteções instaladas anteriormente. “Com o atual sistema de atualização automática da Microsoft, não se pode estar sempre certo de que seu computador esteja protegido pelos patches mais recentes”, disse Scambray. A Microsoft há muito tempo vem tendo problemas para unificar suas várias fontes de patches. Enquanto eles não conseguirem agir em conjunto, acho que seus clientes deveriam se familiarizar com métodos manuais de instalação”.
Larholm duvida que haverá qualquer melhoria na atual geração de produtos da Microsoft. “O que foi que eles disseram à sua horda de programadores nós ainda não sabemos”, diz. “A Microsoft precisa redesenhar aspectos fundamentais de sua infraestrutura de software, e enquanto isso não for feito não veremos nada além de desvios e patches preliminares. No fim das contas, está tudo igual por enquanto, mas suas intenções são promissoras”.
Alguns usuários do XP estranharam o fato de a Microsoft lançar “patches de compatibilidade” para vários aplicativos de troca de arquivos na atualização de abril de 2002 para o Windows XP. “O XP tem todas aquelas medidas antipirataria, e apesar disso a empresa continua divulgando patches para que o Kazaa e o Grokster funcionem no sistema”, diz Nicky Caldone. “Chame do que quiser, mas os aplicativos de troca de arquivos não passam de pirataria”.
Um porta-voz da Microsoft disse que a empresa não leva em consideração a finalidade de um aplicativo na hora de divulgar um patch de compatibilidade. “É engraçado que a Microsoft, que se manifestou tantas vezes contra o custo e as conseqüências da pirataria, inclua patches para programas de troca de arquivos nas atualizações do XP”, disse Caldone.
Termo – Éden
Depois das placas mini-iTX a Via desenvolveu uma plataforma ainda mais integrada, batizada de Eden.
A diferença básica entre as duas é que enquanto as placas mini-iTX são uma plataforma aberta, destinada a PCs de baixo custo baseados nos processadores C3 da Via, o Eden tem o como objetivo ser uma plataforma ainda mais integrada, destinada a Roteadores, Internet Appliances, incluindo Webpads e terminais de acesso além de video-games.
A plataforma pode servir também como mais uma opção de PCs baixo custo. Na verdade, as características não são muito diferentes das do mini-iTX. Uma placa mãe ultra integrada, com vídeo, som, rede e o que mais for necessário onboard e um único slot PCI para expansão.
O marketing da Via se baseia no baixo custo e no baixo consumo elétrico do conjunto. A placa Eden 1400 por exemplo consome menos de 6 Watts, mas menos de 6 Watts para todo o conjunto, processador, chipset, toda a parafernália integrada e outros componentes da placa mãe, o que é pouco mais do que consome uma TV de 20 polegadas em standby.
A plataforma Eden é dividida em duas famílias, a Eden 1000 e a Eden 2000, com três opções de processadores, o ESP4000, ESP5000 e ESP6000, com um total de 6 produtos.
A família 1000 inclui o Eden VE1400 (com o processador ESP4000), Eden VE1500 (ESP5000) e Eden VE1600 (ESP6000). A família 2000 por sua vez inclui o Eden VE2400 (ESP4000), Eden VE2500 (ESP5000) e Eden VE2600 (ESP6000).
Apesar dos nomes diferentes, os processadores nada mais são do que processadores C3 com encapsulamento EBGA, um formato onde o processador é soldado na placa mãe ao invés de ser encaixado para cortar custos. A VIA não divulgou as frequências de operação dos processadores, mas sabe-se que os ESP4000 e ESP5000 são baseados no core Samuel II enquanto o ESP6000 é baseado no core Erza.
Em todos os três casos os processadores utilizam o LongHaul, um sistema de gerenciamento de energia bastante agressivo, inspirado no LongRun dos processadores Crusoé para conseguir apresentar um consumo elétrico tão baixo. Só para completar, nenhum dos três processadores precisa de cooler, o que é exaustivamente citado na apresentação da VIA.
Vale lembrar que os 6 Watts são para o Eden 1400, a versão mais simples, e mesmo assim apenas para a placa e processador. Ao incluir um pente de memória RAM e, uma fonte de 60 Watts e um HD de 5400 RPM, o consumo total do conjunto subiria para algo em torno de 29 Watts (5 Watts para o pente de memória, 15 Watts para o HD e 3 Watts perdidos na fonte).
Artigo cedido por Wagner S. Vasconcellos
Analista de Suporte / HelpDesk

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Postado por Plinio Cruz em 10 de maio de 2002 - Tutorial, Windows |
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O Registro é a parte essencial do Windows – um banco de dados grande e complexo que armazena todas as configurações para o software e o hardware, de forma hierárquica, como as pastas de arquivos. Em geral, você não precisa lidar com o Registro porque as ferramentas embutidas no Windows funcionam em segundo plano para garantir que os dados fiquem sempre em ótima forma. Mas o Registro é tão grande e complicado que pode gerar falhas que causam problemas estranhos ou até fazem o PC parar de funcionar.
Para a maioria de nós, o Registro é um lugar escuro e misterioso. Cobrimos neste tutorial algumas tarefas básicas de faxina que você pode executar para manter a base de dados do Windows feliz. Apresentamos também algumas dicas e ajustes do Windows que envolvem diretamente a edição do Registro. Se você for do tipo aventureiro (e consciencioso quanto a fazer backups), editar o Registro é a maneira definitiva de personalizar muitas configurações do Windows de acordo com suas preferências pessoais.
Faça um backup do Registro
Todas as versões do Windows criam automaticamente um backup do Registro sempre que você inicia o PC, mas se você fizer um backup adicional, terá uma segurança extra. É óbvio que você não pode restaurar mudanças se não tiver feito um backup antes — o que significa que você deve fazer cópias de segurança com freqüência. Felizmente, existem várias maneiras de copiar o Registro.
Use a Restauração do sistema
Usuários do Windows Me e XP podem criar pontos de restauração do sistema, que copiam todos os dados (incluindo o Registro) para que você possa restaurar seu sistema àquele estado preciso. Você deve executar a Restauração do sistema manualmente antes de fazer mudanças importantes de hardware ou software ou tentar trabalhar com o Registro. Clique em Iniciar-Programas (Todos os Programas, no XP) e depois em Acessórios-Ferramentas de sistema-Restauração do sistema, escolha Criar um ponto de restauração, clique em Avançar e siga as instruções.
1 – Use o Editor de Registro. O recurso de exportação do Editor de Registro do Windows faz backup de partes do Registro ou cria um backup completo. No Windows 2000, esta é sua melhor opção. Clique em Iniciar-Executar, digite regedit e pressione ENTER. Selecione Meu Computador na árvore de pastas, selecione Arquivo-Exportar arquivo do Registro e forneça o nome de um arquivo e o destino. Para ter um pouco mais de paz de espírito, grave o arquivo em um disco CD-RW ou outra mídia removível.
2 – Copie os arquivos. do Registro manualmente. No Windows 95 e 98, o Registro reside nos arquivos System.dat e User.dat no diretório Windows. No Windows Me, copie o Classes.dat também. Para ver arquivos ocultos e de sistema, você precisará ajustar o Windows Explorer para mostrá-los. No Explorer, escolha Exibir (95 e 98) ou Ferramentas (Me e XP); em seguida, selecione Opções de pasta, abra a guia Modo de exibição e escolha Mostrar todos os arquivos (95 e 98) ou Mostrar arquivos e pastas ocultos (Me e XP). Quando puder ver os arquivos, copie-os.
3 – Use software de backup. Procure no seu utilitário de backup uma opção para copiar o Registro junto com outros arquivos na sua unidade de disco rígido. Alguns utilitários fazem isso automaticamente; outros exigem que você especifique o backup do Registro.
4 – Execute o Verificador do Registro do Windows. Só no Windows 98 e Me – veja seção B.
Seção B – Use o verificador do registro incluído no windows
O Windows 98 e Me vêm com um utilitário chamado Verificador do Registro. Quando você dá boot no PC, a ferramenta sai em busca de problemas; se não consegue resolvê-los, restaura o backup mais recente do Registro.
Se você mantém seu PC funcionando o tempo todo, sem parar, é uma boa prática reinicializá-lo diariamente para que o Verificador do Registro faça seu trabalho. Você também pode executar o Verificador do Registro manualmente (em especial, antes e depois de fazer mudanças no sistema que não exigem o reboot do sistema): clique em Iniciar-Programas-Acessórios-Ferramentas de sistema-Informações sobre o sistema, abra o menu Ferramentas e clique em Verificador do Registro.
Seção C – Limpe o Registro
Quanto mais você usa o Windows, mais desorganizado o Registro pode ficar, sobretudo se você instala e desinstala software regularmente. Isso acontece porque alguns aplicativos não removem todos os seus rastros quando você os desinstala. Entradas de Registro órfãs podem causar problemas como desempenho ruim ou até travamentos, mas o resultado mais comum é um Registro inchado que demora mais para carregar. O Verificador do Registro (abordado na seção B) não remove entradas inválidas.
Se você ainda usa o Windows 95, pode contar com uma ferramenta de limpeza de Registro embutida no sistema. Para carregá-la, clique em Iniciar-Executar, digite regclean e dê ENTER.
A Microsoft não incluiu o RegClean nas versões após o Windows 95. Você terá que usar utilitários de terceiros. Dois gratuitos estão disponíveis no Fileworld (http://www.fileworld.com.br/): EasyCleaner e RegClean. Nenhum funciona com o Windows XP, mas a estrutura do Registro do XP não gera tantos problemas.
Entretanto, para melhor verificar, limpar e otimizar o Registro, você terá que comprar um pacote de utilitários como o Norton SystemWorks (http://www.symantec.com.br/) ou Ontrack SystemSuite (http://www.ontrack.com/). Ambos possuem recursos abrangentes que executam a fundo as tarefas de verificar, otimizar e manter o Registro, indo muito além das ferramentas embutidas do Windows ou os pacotes gratuitos. Os dois funcionam com todas as versões do Windows, do 98 ao XP.
Seção D – Faça Ajustes no Registro
Navegando um pouco na Web, você descobre numerosas dicas e ajustes para personalizar diversos recursos do Windows editando o Registro. Uma das maiores coleções está localizada no Windows Registry Guide (www.winguides.com/registry).
Se você tiver uma conexão de Internet em banda larga (cabo ou DSL), descobrirá que quase sempre é necessário fazer ajustes no Registro para obter a velocidade máxima. Dois sites úteis fornecem informações a respeito: o DSL Reports (www.dslreports.com/tweaks; selecione RWIN na caixa de lista Jump to topic) e o Speed Guide (www.speedguide.net/Cable_modems/cable_registry.shtml)
A maneira mais fácil de fazer mudanças no Registro é com um arquivo .REG. Tais arquivos podem ser baixados de alguns sites mencionados acima. Com um duplo clique no arquivo .REG, as mudanças são incorporadas imediatamente no Registro existente. (Certifique-se de que você tenha um backup.)
Para ordenar outras mudanças, você terá que usar o Editor do Registro, um recurso disponível em todas as versões do Windows. O exemplo que ilustramos aqui desativa o recurso AutoRun da unidade de CD-ROM. Portanto, se você preferir não fazer com que um CD de música comece a tocar automaticamente ou com que o CD de um programa seja executado de modo automático, esse ajuste no Registro resolverá o problema. Algumas versões do Windows permitem que você faça a mesma alteração a partir da caixa de propriedades do CD-ROM. No Windows XP, você pode executar muitos ajustes no sistema (mas não todos) via menus, sem ter que editar o Registro.
AVISO: A prática de editar o Registro, às vezes, causa problemas — uma entrada incorreta pode prejudicar o PC. Siga as instruções cuidadosamente e só comece depois de ter certeza que existe um backup do Registro atual.
1 – Inicie o Editor do Registro. Escolha Iniciar-Executar, digite regedit e dê ENTER para executar o programa.
2 – Encontre a chave. A chave para mudar o recurso AutoRun está em HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Services\cdbcdrom. Para encontrar a chave, você pode navegar por menus hierárquicos ou pressionar CRTL F, digitar cdbcdrom e pressionar ENTER. O Editor vai parar na chave desejada. O nome da chave pode variar — se seu Registro não contiver cdbcdrom, tente localizar a chave com a pasta Services destacada na árvore listada acima.
3 – Mude o valor da chave. Dê um duplo clique na entrada AutoRun na janela da direita. Na caixa de diálogo que aparece, mude o 1 em Dados do valor para 0 e clique em OK. Você terá que fechar o Editor do Registro e reiniciar o PC para que a mudança vigore
Fonte: PC World