Postado por Plinio Cruz em 28 de agosto de 2008 na categoria Notícias, Tecnologia |
Para obter o benefício da portabilidade, o usuário deverá dirigir-se à prestadora para a qual pretende migrar. A prestadora que ceder o usuário (e o número telefônico que ele vai portar) não participará da negociação e nem receberá nada pela perda do assinante.
O modelo de portabilidade nacional prevê que a Entidade Administradora (uma empresa de tecnologia da Informação a ser contratada pelas empresas telefônicas) gerenciará todo o processo de realização da Portabilidade e, através da Base de Dados Nacional de Referência (BDR), atualizará a Base de Dados Operacional (BDO) das operadoras. Essa base de dados (BDO) será utilizada no correto encaminhamento das chamadas, indiferentemente à qual prestadora o número pertença. Também será criado um Grupo de Implementação da Portabilidade (GIP), formado pelas prestadoras, Entidade Administradora e Anatel, para acompanhar todo o processo de construção da portabilidade no País. O não cumprimento de prazos previstos na regulamentação está definido como Falta Grave pelo Regulamento de Sanções da Anatel, o qual prevê a aplicação de multa de até R$ 50 milhões nesses
casos.
O sucesso da portabilidade numérica no Brasil depende muito do governo brasileiro e das regras para disciplinar tarifas e processos, avalia a consultoria IDC. As operadoras receberam a missão de implantar o sistema há um ano e meio, mas boa parte delas pede a prorrogação do prazo.
A IDC investigou o processo em outros países a fim de verificar os principais problemas e vantagens enfrentados com este mecanismo. Em países do Leste Europeu, o índice de consumidores que optaram por mudar de operadora variou muito. O tempo de espera por conta de dificuldades técnicas ou burocráticas foi um dos fatores determinantes para inibir a migração. Entre os países mais desenvolvidos e com a opção pela portabilidade desde 1995, como Hong Kong, o processo de portar o número também foi lento no início, o que retardou a adoção.
Outro fator considerado negativo para a mudança de operadora foi o custo da tarifa de portabilidade repassado ao consumidor, mas resolvido pela alta competição do setor, que fez as operadoras começarem a subsidiar a taxa.
Fonte: Anatel e Yahoo Tecnologia
Postado por Plinio Cruz em na categoria Notícias, Tecnologia |
O cronograma abaixo informa o período em que serão feitas as ativações comerciais, por CNN, da portabilidade. Os dias exatos da mudança no CNN serão divulgados pela Anatel. Por exemplo, o código de numeração 11, que corresponde à parte de São Paulo – e que engloba a capital paulista -, deverá ter o porte do número efetivado em um dos dias compreendidos entre 23 de fevereiro e 1º de março de 2009, data que ainda será divulgada pela Anatel.
- 1º de setembro de 2008 – 14 (SP), 17 (SP), 27 (ES), 37 (MG), 43 (PR), 62 (GO), 67 (MS), 86 (PI)
- 3 a 8 de novembro de 2008 – 28 (ES), 32 (MG), 68 (AC)
- 10 a 16 de novembro de 2008 – 33 (MG), 38 (MG), 44 (PR), 49 (SC), 84 (RN)
- 17 a 22 de novembro de 2008 – 48 (SC), 85 (CE), 88 (CE), 98 (MA), 99 (MA)
- 24 a 29 de novembro de 2008 – 47 (SC), 69 (RO), 71 (BA), 73 (BA), 89 (PI)
- 1 a 7 de dezembro de 2008 – 12 (SP), 13 (SP), 82 (AL), 83 (PB)
- 5 a 11 de janeiro de 2009 – 18 (SP), 51 (RS), 55 (RS), 63 (TO), 65 (MT), 92 (AM), 97 (AM)
- 12 a 18 de janeiro de 2009 – 16 (SP), 41 (PR), 34 (MG), 35 (MG), 74 (BA)
- 19 a 25 de janeiro de 2009 – 31 (MG), 42 (PR), 54 (RS), 75 (BA), 77 (BA), 79 (SE)
- 26 de janeiro a 01 de fevereiro de 2009 – 15 (SP), 95 (RR), 96 (AP)
- 2 a 8 de fevereiro de 2009 – 19 (SP), 45 (PR), 46 (PR), 93 (PA), 94 (PA)
- 9 a 15 de fevereiro de 2009 – 21 (RJ), 22 (RJ), 24 (RJ), 61 (DF E ENTORNO)
- 16 a 22 de fevereiro de 2009 – 81 (PE), 87 (PE)
- 23 de fevereiro a 1º de março de 2009 – 11 (SP), 53 (RS), 64 (GO), 66 (MT), 91 (PA)
Postado por Plinio Cruz em na categoria Notícias, Tecnologia |
A portabilidade numérica nas telefonias fixa e móvel foi aprovada em março de 2007 pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em sua 425ª reunião. A medida permitirá aos usuários do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) e do Serviço Móvel Pessoal (SMP) mudarem de prestadora mantendo o número do seu telefone fixo ou celular, quantas vezes solicitar.
A oferta inicial da portabilidade, em caráter experimental, se iniciará nas capitais e estará totalmente disponível em todo o País até março de 2009. Mas para a telefonia fixa, a portabilidade de endereço chegou antes e consiste no direito à manutenção do mesmo número telefônico ao se mudar de endereço dentro da mesma localidade.
A regra, importante destacar, valerá independente de quantas vezes o usuário solicitar a mudança de prestadora. Na telefonia fixa, a portabilidade será possível dentro da Área Local (município ou conjunto de localidades com continuidade urbana). No caso do serviço móvel, a manutenção do número será dentro da Área de Registro (mesmo CNN).
A identificação das localidades a serem portadas será realizada de acordo com os Códigos Nacionais de Numeração (CN) – que correspondem, popularmente, ao DDD (por exemplo, o 11 para a região metropolitana de São Paulo, e o 61 para o Distrito Federal e Entorno). A fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acompanhará a implementação da portabilidade em todo o Brasil.
O preço da portabilidade será definido por ato da Agência e será cobrado de uma única vez ao usuário que a solicitar. Esse valor vai remunerar uma Entidade Administradora, para gerenciar com autonomia e isonomia o processo de portabilidade. A prestadora para a qual o usuário deseja mudar poderá isentá-lo da cobrança da taxa, e neste caso, a prestadora será responsável por remunerar a Entidade Administradora.
Postado por Plinio Cruz em 7 de agosto de 2008 na categoria Out Of Memory |
Na última terça-feira fui ao CCBB aqui no Rio de Janeiro em uma palestra de um evento (gratuito) organizado pela Livraria da Travessa chamado “Machado na Travessa“. Esse evento é extenso, acontece no CCBB, no Barra shopping e no Shopping Leblon, de agosto a dezembro, e soma-se aos inúmeros eventos de 2008 em comemoração ao centenário de Machado de Assis. São eventos que unem o desejo de divulgar autores e livros ao prazer de saber mais sobre esse que é um dos mairoes expoentes da história literária brasileira.

Capa do Livro
O evento era sobre o livro “A Economia em Machado de Assis” organizado por Gustavo Franco, para quem não lembra, ex-presidente do Banco Central. Foi inesquecível, detalhe, eu nem li o livro, e mais, não tem como não querer ler o livro depois de ouvir a explanação do autor sobre sua obra. Da justificativa da escolha do tema, passando pela explicação da seleção das crônicas que compõe o livro até chegar as conclusões sobre Machado, sua visão e a contextualização da economia na época, Gustavo Franco é brilhante!
Vale o registro que o evento foi organizado, o auditório era extremamente confortável, o som agradável, o tempo passou que não deu nem para sentir, foi distribuído uma pequena brochura onde o autor guiou os participantes pela palestra, lendo pequenos trechos do livro e ilustrando sua explicação. Parabéns a Livraria da Travesa pela organização, ao CCBB pelo apoio e a Gustavo Franco pela competência e pela simpatia com que conduziu o evento! Fecho meu post com um trecho de uma crônica que o autor leu no evento.
“Tirei hoje do fundo da gaveta, onde jazia, a minha pena de cronista. A coitada estava com um ar triste… Antes de começarmos o nosso trabalho, ouve, pena amiga, alguns conselhos de quem te preza e não te quer ver enxovalhada. Não te envolvas em polêmicas de nenhum gênero, nem políticas, nem literárias, nem quaisquer outras; de outro modo verás que passas de honrada a desonesta, de modesta a pretensiosa, e em um abrir e fechar de olhos perdes o que tinhas e o que eu te fiz ganhar. O pugilato das idéias é muito pior que o das ruas; tu és franzina, retrai-te na luta e fecha-te no círculo dos teus deveres, quando couber a tua vez de escrever crônicas. Sê entusiasta para o gênio, cordial para o talento, desdenhosa para a nulidade, justiceira sempre, tudo isso com aquela meia tinta, tão necessária para os efeitos da pintura.” – Machado de Assis. Crônica inaugural, de 15 de setembro de 1862.