Obra de Encerramento para um Recomeço…
O Clube da Informática e o Blog ficaram parados nessas duas últimas semanas, tudo se deu ao fato da Trio Interativa (empresa mantenedora do Clube da Informática) ter passado por uma reestruturação física e lógica para uma nova empreitada, a empresa modificou seu organograma, funções e processos para conseguir entrar em um novo mercado de automação de sistemas, mas isso é assunto para um outro post. Agora devidamente instalados e organizados podemos retomar o nosso projeto do Clube da Informática, agradeço a todos pela apoio nesses últimos dias.
E já que o assunto é recomeço vamos falar sobre o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que encerrou sua programação de 2008 ontem para fechar suas portas por doze meses para a tão esperada reforma, espero que o jejum cultural imposto aos cariocas seja válido e as instalações do teatro sofra as reformas necessárias e sua beleza em nada seja alterada. Boa sorte a Carla Camurati e Myriam Lewin que estão a frente da presidência da Fundação do Teatro.
Agora, falando da apresentação, que eu tive o prazer de estar presente, podemos dizer que foi uma apresentação muito boa. A OSESP regida pelo Maestro John Neschling apresentou Tchaikovsky (Suíte nº 1 em Ré maior, op. 43) e Francis Poulenc (“A Voz Humana”). Duas obras compostas em séculos diferentes, na verdade com quase um século de distância entre suas composições, mas que se harmonizaram muito bem no programa da noite.
Na apresentação de Tchaikovsky o maestro deu o tom da sua regência baseado na obra apresentada, uma “música de dança”, alegre irreverente e muito sonora. Destaque para marche miniature, ou como tratava o autor, segundo Victor Hugo Toro (diretor assistente e regente da OSESP) a Marcha dos Liliputianos e o gravotte que encerrou a parte dedicada a Tchaikovsky com muita emoção, deixando a todos da platéia em extasê. Nunca tinha ouvido esse obra do autor russo, foi fantástico.
A segunda parte teve a participação da premiadíssima e respeitada soprano francesa Michelle Canniccioni, que apresentou a tragédia lírica de Poulenc com muita precisão e emoção, uma artista muito talentosa. Segundo Clóvis Marques, jornalista especializado em música e que assina no programa texto sobre a obra, afirma “que é uma das experiências mais originais do teatro cantando moderno”. A obra é de 1958.
Bom Sorte ao Teatro Municipal, a Trio Interativa e ao Clube da Informática!



