Microsoft trará padrão ODF no Office 2007 Service Pack 2

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Postado por Plinio Cruz em 21 de dezembro de 2008 - MS Office, Notícias, Windows | Seja o primeiro a comentar

Com o objetivo de promover a interoperabilidade entre aplicativos de produtividade, a Microsoft publicou uma documentação detalhada relacionada à implantação de suporte do padrão Open Document Format (ODF), versão 1.1, no Microsoft Office 2007 Service Pack 2. Atualmente na versão beta e programada para ser liberada no próximo ano, o pacote de atualização da companhia trará a opção de uso do ODF.

Informações detalhadas sobre como a Microsoft está implementando o ODF e, futuramente, o Open XML nos produtos Microsoft Office estão disponíveis para consulta no site da Document Interoperability Initiative (DII), www.documentinteropinitiative.org. As informações (em inglês) serão úteis para os desenvolvedores que buscam uma maior interoperabilidade entre suas soluções e os produtos Microsoft.

“Trata-sede uma contribuição muito valiosa para alcançar o uso integrado, fundamentado e prático entre os aplicativos”, afirma Dennis Hamilton, arquiteto de interoperabilidade de sistemas de documentos. “Essas medidas elevam o padrão para a publicação de informações relacionadas ao tema”, ressalta Hamilton.

“Essa transparência de publicar notas relacionadas à implantação de padrões de formatos de arquivos no Microsoft Office proporciona a todos os profissionais interessados a oportunidade de utilizá-los como referência para seus próprios aplicativos”, diz Roberto Prado, gerente de estratégia de mercado da Microsoft Brasil. “O objetivo é que outras empresas também façam o mesmo para que exista uma maior interoperabilidade em todo o setor”, afirma o executivo. As notas publicadas pela Microsoft incluem detalhes sobre:

Decisões de implantação – Quando um padrão é colocado em prática o profissional pode achar o texto ambíguo ou confundir-se com as novas informações. Nesses casos, as pessoas precisam fazer uma escolha que se ajuste melhor ao seu aplicativo. Esses tipos de informações possibilitam que outros desenvolvedores vejam o caminho adotado pelo fornecedor e, com isso, tomem decisões fundamentadas sobre suas próprias iniciativas de interoperabilidade.

-Dados adicionais gravados nos arquivos – Os padrões de formato de documento geralmente permitem a gravação de informações adicionais e específicas para o aplicativo (como, por exemplo, algumas personalizações de usuário). Ao disponibilizarem essas informações, os fornecedores permitem que os desenvolvedores interpretem corretamente esses dados adicionais.

-Variantes de implantação – Em todos os aplicativos pode haver situações onde o profissional responsável pela implantação não consegue seguir o padrão que precisa. Por exemplo, a prática geral do setor pode ser diferente daquilo que há na especificação ou os usuários precisam de algo diferente. Nesses casos, é importante que os fornecedores documentem a metodologia adotada para que outros possam tomar decisões fundamentadas sobre como lidarão com essas variantes.

Embora a padronização seja um primeiro passo na promoção da interoperabilidade, ainda há muito trabalho a ser feito entre os fornecedores para que essa meta seja alcançada. Nesse sentido, a Microsoft realiza as seguintes ações:

Gerenciamento compartilhado – A companhia tem o compromisso de participar ativamente da manutenção dos formatos ODF, Open XML e XPS. Contribuições ao ODF no comitê do OASIS, organização voltada ao avanço de padrões de informação estruturados, e a participação pró-ativa nas iniciativas da ISO/IEC em prol do Open XML.

Transparência – Ao publicar as notas de implantação, a Microsoft ajuda outros desenvolvedores e fornecedores a tomarem decisões fundamentadas sobre como eles podem criar suas próprias implantações. Além das notas sobre o ODF, a Microsoft também publicará nas próximas semanas informações relacionadas ao Open XML. As notas do Open XML incluirão o mesmo tipo de informações que as contidas nos textos sobre o ODF. Esse material será atualizado com base no retorno que a companhia tiver e à medida que os produtos forem atualizados.

Colaboração – A Microsoft atua em conjunto com fornecedores para identificar e solucionar problemas reais entre as implantações e também para o desenvolvimento de ferramentas e soluções voltadas ao aperfeiçoamento da interoperabilidade. Eventos, como os workshops promovidos pela Document Interoperability Initiative, possibilitam discussões técnicas entre os fornecedores, laboratórios e programas para a troca eficiente de dados.

Os interessados em obter mais detalhes dos documentos relacionados ao ODF devem acessar o site da Document Interoperability Initiative. Já as informações sobre a metodologia adotada pela Microsoft no que se refere à interoperabilidade e os princípios da companhia nesse sentido podem ser conferidos no endereço eletrônico www.microsoft.com/interop.

FONTE: Microsoft

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Postado por Plinio Cruz em 9 de dezembro de 2008 - Hardware, Notícias | Seja o primeiro a comentar

Há exatos 40 anos, no dia 9 de dezembro de 1968, o inventor norte-americano Douglas Engelbart fez uma palestra de 90 minutos em San Francisco para apresentar o mouse – um equipamento que permitia a manipulação de informações exibidas na tela. Segundo a publicação “Guardian”, cerca de 1 mil pessoas se reuniram no centro de convenções Brooks Hall para testemunhar a primeira “aparição pública” do mouse.

Para comemorar a data, a Universidade de Standford fará nesta terça-feira (9) uma homenagem a Douglas Engelbart, hoje com 83 anos, que tem presença confirmada no evento.

Primeiro Mouse

Primeiro Mouse

O primeiro desses acessórios era feito de madeira e usava dois discos para identificar os movimentos em duas dimensões — um “indicador de posicionamento X e Y para monitores”. Ou, como descreve o “Guardian”, “uma versão primitiva dos modelos modernos, mas ainda assim reconhecível”.

Apesar de só ter sido apresentado em 1968, o acessório foi descrito em 1962 por Engelbart, que trabalhava no Instituto de Pesquisa Stanford, nos EUA.

Origem

A idéia do mouse nasceu muito vaga, descrita no estudo “Augmenting Human Intellect: A Conceptual Framework” (Ampliando o Intelecto Humano: um Arcabouço Conceitual), considerado a principal obra do inventor. “Uma caneta leve (uma ferramenta com formato de caneta com cabo flexível ligado ao console eletrônico) pode ser apontada por um humano a um símbolo ou linha na tela e o computador poderá determinar automaticamente para onde a caneta está apontando”, descreveu, anos antes de fazer a apresentação em San Francisco.

Ao público que se reuniu para conhecer a novidade, há 40 anos, ele disse: “não sei por que o chamamos de mouse. Às vezes, tenho de me desculpar por isso. As coisas começaram dessa forma e nunca a mudamos”, afirmou o líder do projeto de desenvolvimento do acessório. Até chegar ao modelo de madeira, sua equipe tentou diversas outras alternativas, como o uso de canetas para manipular informações nas telas.

O acessório foi patenteado em 1970. Em 2000, o inventor desse dispositivo ganhou do então presidente Bill Clinton a Medalha Nacional de Tecnologia, um prêmio de reconhecimento a pessoas responsáveis por grandes inovações tecnológicas.

Fonte: G1 Globo.com