Com certeza Burle Marx não falava mal da rotina
No final de semana passado fiz uma programação dupla, sábado fui visitar a exposição “Roberto Burle Marx 100 anos, a permanência do instável” no seu último final de semana e domingo fui ver Elisa Lucinda no seu monólogo “Parem de Falar Mal da Rotina“.
Mesmo sabendo que Burle Marx era pintor, desenhista, paisagista, artista plástico etc, etc, etc. Substimei a exposição, acredito que uma exposição sobre esse artista dificilmente vai ser fraca, sua obra não deixaria, mas o que foi montado no Paço Imperial do Rio de Janeiro foi um trabalho minucioso da vida completa do artista, utilizando de um espaço belÃssimo e tão rico em história quanto a vida de Burle Marx para expor de forma organizada e belÃssima toda sua obra.
É claro que o sábado não foi suficiente, voltei no domingo para continuar a visitação, mesmo ficando até o fechamento não consegui visitar toda a exposição com a calma e atenção que a mesma merecia. Espero que seja feito um catálogo ou livro sobre essa exposição, merece. Aprendi muita coisa e constatei que o Rio de Janeiro, por exemplo, tem o traço do artista em toda sua orla e história, assim como os jardins da Pampulha em Minhas Gerais e o Parque do Ibirapuera em São Paulo. Não vou nem citar as inumeras cidades espalhadas pelo mundo que levam sua assinatura.
Após a visitação do domingo fui direto para o teatro ver o espetáculo de Elisa Lucinda, dá para resumir tudo em uma palavra: SENSACIONAL! Um monólogo de mais de duas horas, com um intervalo de dez minutos onde Elisa atua de forma soberana, hipnotizando uma platéia de mais de trezentas pessoas falando sobre situações do cotidiano, analisando, filosofando, cantando, recitando poesias e mostrando que podemos rir de nós mesmos e que a vida pode ser muito fácil, que o próprio ser humano é culpado pela complexidade que sua vida tem.
Ao final ela fica a disposição do seu público para autógrafos e fotos e o que se vê é uma legião de fãs, antigos e novos, em três livros ela colhe as impressões de público assim que termina a peça, e o que se constata é que as pessoas saem agradecidas, ou pelo excelência do seu talento em criar poesias que tratam de temas complexos de forma simples e acessÃvel ou mesmo porque sentem em suas palavras uma espécie de ajuda terapeutica para os problemas do cotidiano.


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