Manual Completo do Linux 2ª edição

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Postado por Plinio Cruz em 14 de abril de 2009 - Linux, Reviews | Leia o primeiro comentário

Manual Completo do Linux – Guia do Administrador
Evi Nemeth, Gary Snyder e Trent R. Hein
Copyright: 2007 2 ª edição
704 páginas
ISBN-13: 9788576051121
ISBN-10: 8576051125
 

Descrição

“Como mostra este livro, os sistemas Linux são funcionais, seguros e confiáveis. Graças ao esforço contínuo de seus milhares de desenvolvedores, o Linux está mais pronto do que nunca para ser colocado nas linhas de frente de seus milhares de usuários do mundo real. Os autores deste livro conhecem bem o terreno e estou feliz por deixa-los em suas mãos capazes”.

Linus Torvalds

Desde 20001, o Manual completo do Linux: guia do administrador é considerada a fonte de informações definitiva para todo o administrador de sistemas Linux que deseje solucionar seus problemas técnicos, do modo mais eficiente possível, e maximizar o desempenho e a confiança do sistema de produção que administra. Nesta segunda edição, os autores apresentam uma atualização completa desse clássico guia, abrangendo as mais importantes distribuições do Linux disponíveis no mercado e as mais poderosas ferramentas administrativas.

Nemeth, Snyder e Hein apresentam detalhadamente as melhores práticas de cada faceta da administração de sistema, incluindo: gerenciamento de segurança, projeto e administração de redes, hospedagem Web, gerenciamento de configurações de software, análise de desempenho, interoperabilidade Windows e muito mais. As novas seções, abordando tópicos mais complexos, como DNS, LDAP, segurança e gerenciamento de organizações de serviços de TI, serão especialmente úteis para os administradores de sistema.

Esta edição do Manual completo do Linux: guia do administrador aborda as principais distribuições do Linux disponíveis no mercado atualmente.

Sumário

Prefácio; Prefácio à Primeira Edição; Agradecimentos; Sobre os Autores; Sobre os Colaboradores; Parte 1. Administração Básica – Capítulo 1_Por onde começar; Capítulo 2_Inicialização e Desligamento; Capítulo 3_Poderes da Conta Root; Capítulo 4_Controlando Processos; Capítulo 5_O sistema de Arquivos; Capítulo 6_Adicionando Novos Usuários; Capítulo 7_Adicionando um Disco; Capítulo 8_Processos Periódicos; Capítulo 9_Backups; Capítulo 10_Syslog e Arquivos de LOG; Capítulo 11_Gerenciamento de Software e Configuração; Parte 2. Redes – Capítulo 12_Redes TCP/IP; Capítulo 13_Roteamento; Capítulo 14_Hardware de Rede; Capítulo 15_DNS: o Domain Name System; Capítulo 16_O sistema de Arquivos de Redes; Capítulo 17_Compartilhando Arquivos de Sistema; Capítulo 18_E-mail; Capítulo 19_Gerenciamento e Depuração de Redes; Capítulo 20_Segurança; Capítulo 21_Hospedagem Web e Servidores Internet; Capítulo 22_O X Windows System; Capítulo23_Impressão; Capítulo 24_Manutenção e Ambiente; Capítulo 25_Análise de Desempenho; Capítulo 26_Cooperando com o Windows; Capítulo 27_Dispositivos Seriais; Capítulo 28_Drivers e o Kernel; Capítulo29_Daemons; Capítulo 30_Gerenciamento, Diretivas e Políticas; Índice.

Faça um Pentium virar um PC respeitável com Linux

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Postado por Plinio Cruz em 26 de março de 2009 - Linux, Soluções | Seja o primeiro a comentar

Sabe aquele velho micro Windows que está pedindo água há um tempão, gritando pela aposentadoria? Ele pode ganhar vida nova com uma recauchutagem sob a batuta do Linux. O pingüim não exige tanta máquina para funcionar — e os programas feitos para esse ambiente tendem a ser bem mais enxutos. Quanto fica essa brincadeira? Pouco mais de 100 reais, caso se queira o conforto de usar pacotes de programas já consolidados em CDs. Ou nada, nadinha, se houver disposição de fazer downloads noite adentro. O gasto maior, em qualquer dos casos, é de tempo e atenção. Para quem nunca mexeu com Linux e não está familiarizado com linhas de comando, montar um PC com Linux pode ser um desafio pesado. Para heavy users de computação, ou para quem adora fuçar em software, é diversão garantida.

Você ganha intimidade com um sistema operacional em ascensão, amplia sua liberdade de escolha e de quebra fica com um PC em ponto de bala para fazer tarefas de escritório, navegar na internet e detonar com games e MP3. Seja como for que você se defina, arme-se de petabytes de paciência para procurar drivers de periféricos para Linux. Em se tratando do pingüim, não é brincadeira, não.

 

Preparação

 

1. A primeira providência é fazer backup do PC, que deixará de ser Windows, para o caso de você ter um surto de arrependimento tardio.

2. Faça a lista dos dispositivos internos e externos (placa de vídeo, impressora etc.), com marca e modelo, para facilitar a busca de drivers se necessário. Obtenha esses dados no Windows, clicando em Meu Computador com o botão direito do mouse. Selecione Propriedades e, na aba Hardware, clique no botão Gerenciador de Dispositivos.

3. Pesquise na internet se há drivers para os seus dispositivos e softwares similares aos que você costuma usar na distribuição que escolheu. Se puder, busque na web o que falta e grave num CD, para o caso de o sistema não se entender com o seu modem e deixá-lo sem acesso.

4. Separe tudo o que você vai usar. Entre as mais de 160 distribuições de Linux existentes, INFO optou por uma brasileira, a Conectiva Linux 8.0, que custa 109 reais em CDs, ou nada, se baixada pela internet (www.infoexame.com.br/aberto/download/2439.shl). Usamos uma máquina com processador Pentium II de 333 MHz, 256 MB de RAM, disco rígido de 20 GB, gravador de CDs Philips e impressora HP. Ao pacote da Conectiva, acrescentamos a suíte de aplicativos de escritório OpenOffice 1.0.1 em português do Brasil, o browser Netscape 7.0 e os games Quake III Arena e Unreal Tournament, que ninguém é de ferro.

 

Instalação do sistema

 

1. Coloque o CD 1 do Conectiva Linux 8 no leitor de CD e ligue a máquina. O micro dará a partida pelo CD-ROM, e o sistema começará a reconhecer e montar dispositivos, procurando portas, protocolos etc., num processo que leva uns dois minutos. Abre-se a tela de idiomas com as opções português, espanhol e inglês. Escolha e clique Próximo.

2. Configure mouse e teclado. O sistema costuma reconhecer automaticamente o mouse, mas, na tela de seleção, é possível escolher manualmente o modelo e testar. Clique em Próximo e passe para o teclado. Verifique se o sistema o reconheceu. Se o seu teclado tiver a tecla Ç (cê-cedilha), deve estar selecionado como Brazilian ABNT2 na lista de modelos e como Brazilian, na lista de layouts. Se não tiver Ç, pode estar entre os modelos, genéricos com layout U.S. English. Faça o teste com palavras acentuadas na área própria e clique Próximo. O sistema carrega os módulos do kernel.

3. Selecione o perfil de instalação. No menu de perfis, escolha Todos os pacotes e, em Opções de Instalação, marque Forçar Seleção de Pacotes para instalar todos os pacotes de programas que interessam de uma vez. Em Particionamento do Disco, acione o botão Auto Particionamento e clique Próximo. Na caixa Seleção de Componentes, pressione o botão Instalar Todos os Pacotes. Embora pareça que não sejam necessários os pacotes de desenvolvimento em C ou C++, por exemplo, eles contêm bibliotecas que podem fazer falta mais adiante, na instalação de algum software. Próximo.

4. Uma hora depois, todos os pacotes instalados, surge a tela Configuração de Rede. Há três opções a considerar: Sem Interface de Rede, para máquinas solitárias, Configurar Rede Via DHCP, para receber um endereço IP do servidor, ou Configurar Rede Manualmente se você for do ramo. Nessa máquina solitária, clique Sem Interface de Rede e Próximo.

5. Em Seleção da Placa de Vídeo, sua placa deverá ser detectada automaticamente. Se não, busque na lista. Note que entre as placas suportadas há modelos recentes, como nVidia GeForce e ATI 3D, e os antiguinhos da Trident, Diamond e Creative. Próximo. Selecione o modelo de seu monitor, abrindo a lista do fabricante correspondente. Próximo. Agora configure a área de trabalho. Escolha a resolução e experimente se o sistema a aceita clicando em Tentar Configuração. Próximo.

6. Hora de configurar o usuário. O Linux, nascido para redes, trabalha com uma hierarquia de usuários comandados pelo superpoderoso root. Como na sua máquina quem manda é você, no campo Definição da Senha de Root dê sua senha e confirme. Anote-a em algum lugar seguro porque sem ela não dá para mexer em nada importante. Crie um usuário comum para você mesmo antes que algum aventureiro tenha essa idéia, invente outra senha e confirme. Próximo.

7. Configure o Loader, o motor de partida do sistema. No campo Escolha o Gerenciador de Inicialização, há as opções GRUB e LILO. Experimente o GRUB, o mais recente, e, em Local para Instalar o Gerenciador de Inicialização, marque Registro Mestre de Inicialização (MBR), a primeira parte a ser lida na inicialização do disco rígido. Clique Próximo e espere a gravação de suas escolhas.

8. “Quer criar um disco de boot?”, pergunta a tela seguinte. Queira. Assim, se der qualquer problema na inicialização, o disquete o salvará. A instalação termina após 1 hora e meia do início, aproximadamente. Clique em Sair e tire o CD do drive imediatamente, caso contrário a instalação recomeçará sem que você perceba.

 

Configuração do KDE

 

9. O sistema carrega e apresenta duas opções de apresentação — Conectiva 8 modo gráfico e Conectiva 8 modo texto —, além de uma para teste de memória (Memory Testing Utility). Escolha a primeira e tecle Enter. O sistema testa todos os dispositivos pendurados nele e entra no modo gráfico. Abre-se a janela de login e as opções de ambiente gráfico. Nessa primeira entrada, vá de root para ter poder de decisão sobre o que virá pela frente. Como ambiente gráfico, fique com o KDE 3.0 por enquanto. Clique Entrar.

10. O que entra em cena é o KPersonalizer, programa de configuração do KDE em cinco etapas. Na primeira, escolha país e idioma para o root e o usuário comum. Próximo. Na segunda etapa, cinco opções de interface aparecem: KDE padrão, Unix, Microsoft Windows, Apple Mac OS. Fique com a cara do KDE mesmo e parta para o passo três, os Enfeites, área de animações e outros efeitos que o próprio sistema recomenda utilizar com moderação para não comprometer a performance. Próximo. No passo quatro estão quatro tipos de tema: KDE, Platinum, Redmond e Sunshine. Mantenha-se no padrão KDE e, no passo cinco, clique Finalizar. A janela de dicas do assistente Kandalf que aparece a seguir pode ser fechada sem grande prejuízo.

11. O Linux está pronto para ser explorado. Na sua primeira incursão, familiarize-se com os botões da barra de tarefas, na faixa inferior da área de trabalho. O primeiro ícone da esquerda para a direita, um K dentro de uma engrenagem, abre com um clique o menu Iniciar Aplicação, onde estão listados todos os programas ativos da distribuição Conectiva. O segundo mostra a área de trabalho, o terceiro exibe o Centro de Controle dos dispositivos e programas e o quarto abre o Konsole e sua tela preta para as linhas de comando. O ícone em forma de bóia traz a Ajuda, a casinha leva ao diretório de arquivos pessoais, um primo do Meus Documentos do Windows, e o globo abre o Konqueror, uma mistura de gerenciador de arquivos com navegador de internet.

 

Conexão à internet

 

1. Prepare o micro para entrar na internet, começando pela checagem do modem. É preciso saber se ele modula e demodula sinais de telefone por hardware ou software. Se for por hardware, dificilmente terá problemas no Linux. Se for um Winmodem, talvez seja necessário substituí-lo.

2. No menu Iniciar Aplicativos, escolha Executar comando. Na janela de diálogo Comando de Execução, digite linuxconf e clique Executar. Na aba Configuração, procure Periféricos, selecione Modem e, na janela da direita, vá para a aba Configurador do Modem. Clique no botão Detect e aguarde. Uma vez reconhecido o modem, clique OK. Selecione a porta em que o modem foi encontrado — algo como /dev/ttyS1 (com 2 no DOS) — e clique Aceita. Feche a janela. Caso o seu modem não seja reconhecido de cara, abra o Konsole, digite pnpdump e Enter. Esse comando vai listar todos os dispositivos da máquina e provavelmente encontrará seu modem.

3. Para configurar sua conta de acesso, vá ao menu Iniciar, procure o item Internet e escolha KPPP, a ferramenta de conexão dial-up. Clique em Configuração e, na aba Modem, acione Perguntar ao Modem para ver as informações relacionadas ao dispositivo e conferir se ele está ativo. Clique Fechar. Na aba Contas, vá a Nova, clique em Assistente e siga as instruções para configurar conta, provedor, nome de usuário e senha. Em Prefixo de discagem, preencha apenas se estiver discando de um ramal. Clique OK e teste a configuração da conexão dial-up abrindo o Konqueror.

4. Se você for um possuidor de conexão em banda larga, a instalação vai ser muito mais fácil, uma vez que o Linux lida com redes com o pé nas costas. No teste do INFOLAB, desligamos a máquina, instalamos a placa cable modem do provedor Ajato que estava num PC com Windows e reiniciamos o micro. O sistema se acertou com o modem automaticamente. Bastou abrir o Konqueror e digitar um endereço para sair navegando.

 

OpenOffice

 

1. Acrescentar o OpenOffice 1.0.1 ao Conectiva Linux 8 é razoavelmente simples. Se você gravou o arquivo num CD, coloque o disco no leitor, clique no ícone do CD na área de trabalho e navegue pela estrutura do Konqueror até chegar ao arquivo de instalação OO 1.0.1 Linux Intel install Br.tar.gz. Clique com o botão direito do mouse sobre ele e, no menu, escolha Ark, um descompactador de arquivos. Se você baixou o arquivo da internet, localize o diretório em que o salvou, clique com o botão direito do mouse sobre ele e, no menu, escolha Extrair Aqui. Mande o arquivo extraído para o diretório root (ou outro que desejar).

2. Entre no diretório Normal, clique em Setup e — bingo! — abre-se o programa de instalação. Clique Próximo, Próximo e Aceitar. Preencha os dados do usuário (ou não), escolha a instalação padrão, de 217,5 MB, clique Próximo, defina o diretório, acione Instalar e vá tomar um café. Depois de uns cinco minutos, surge a tela de conclusão. Clique em Concluir e feche a janela do Konqueror.

 

Netscape

 

Siga os mesmos passos da instalação do OpenOffice para descompactar e instalar o browser Netscape. Caso ele se recuse a iniciar pelo modo gráfico, abra o Konsole, digite o caminho do arquivo e tecle Enter. Digite agora cd /root/netscape-installer e tecle Enter. A tela de instalação deve abrir. Clique Aceita e escolha a versão Full, que inclui plug-in para Flash e lê Java, importante para quem faz internet banking.

 

Softwares do pacote

 

Alguns programa como o Gimp, de tratamento de imagem, e o LICQ, de mensagens instantâneas, vêm no pacote da Conectiva mas não estão instalados. Faça-os funcionar indo direto ao Konsole. No caso do Gimp, digite gimp e tecle Enter. A instalação é rápida e automática.

 

Games

 

De posse dos CDs dos games Quake III Arena e Unreal Tournament, siga os mesmos procedimentos dos outros softwares — clique no ícone do CD, navegue até o arquivo de instalação e mande instalar. No teste do INFOLAB, instalamos os dois jogos, que funcionaram muito bem. Apenas o Quake se recusou a trabalhar em tela inteira. Jogamos de igual para igual com adversários Windows com Pentium III e 4.

 

Impressora

 

Em condições normais de temperatura e pressão, a instalação da impressora no Conectiva Linux 8 funciona assim:

1. Abra o Centro de Controle e, em Periféricos, procure Impressora. Se não estiver lá, clique em Sistema e escolha Gerenciador de Impressão. Você está no KDE Print. Se aparecer erro na confecção da lista de impressoras, ignore, dê OK. Clique no ícone Adicionar Impressora e, em Seleção de Backends, marque Impressora Local. Selecione a porta de conexão (serial, paralela ou USB) e clique Próximo. Defina a marca da impressora na lista da esquerda, e o modelo, na da direita. Próximo. Em Seleção de driver, prefira a opção Foomatic + gimp-print. Próximo. Acione o botão Testar para imprimir uma página de teste.

2. O KDE Print foi feito para detectar a impressora e selecionar o driver correspondente automaticamente. Mas não funcionou conosco. Seguimos os passos até Seleção de Backends, onde todas as opções estavam desabilitadas. Recorremos ao suporte da Conectiva, que disse ser necessário inicializar primeiro o gerenciador de impressão CUPS, sem o que não apareceriam os Backends. Para desentocá-los, abra o Konsole e, como root, execute [root@localhost root]# service cups start e tecle Enter.

3. Na primeira chamada, o CUPS pode demorar alguns instantes para indexar todos os modelos de impressora. Em seguida, chame o Gerenciador de Impressão, não se esquecendo de selecionar o CUPS como sistema de impressão. Os Backends vão aparecer. Tente fazer o teste de impressão. Se ainda assim a impressora não se mexer, verifique se o CUPS está ativo.

4. Abra um browser, digite http://localhost:631 e tecle Enter. Esse endereço acessa o configurador interno do CUPS. Se ele recusar a conexão, espere alguns minutos até a lista de impressoras se completar.

5. Feita a lista, configure a impressora por essa interface web mesmo. Clique em Administration e, na caixa de diálogo, digite root, a senha e clique OK. No item Printers, clique em Add Printer e dê um nome para ela. Clique em Continue. Selecione o tipo de porta, a marca da impressora, o modelo e o respectivo driver Foomatic + gimp-print. Clique no link com o nome da impressora e escolha Print Test Page.

6. Ainda não funcionou? Nesse caso, o suporte da Conectiva sugere pôr o Samba, um servidor de arquivos e de impressão para redes, para ajudar o CUPS. Coragem. No menu Iniciar, abra o editor de texto KEdit, clique em Abrir Arquivo, procure o /etc/rc.local e clique OK. Vá até o final do arquivo e inclua a linha modprobe printer para forçar o carregamento do driver. Salve e feche. Agora abra o Konsole, digite ntsysv, tecle Enter e marque as opções smb, inet e cups de forma que, ao ligar o computador, CUPS, Samba e seu parceiro inseparável inet iniciem automaticamente. Configure a impressora pelo Gerenciador de Impressão ou pela interface web, faça o teste e seja feliz — o INFOLAB foi.

 

Gravação de CD

 

1. Para gravar um CD, clique Iniciar, Multimídia e abra o queimador KOnCD. Se der erro — no nosso caso, o programa procurava um driver SCSI, embora o gravador seja IDE —, abra o Konsole e digite cdrecord -scanbus. O comando pede para o sistema dizer se detectou ou não o drive. Se não, digite modprobe ide-scsi e Enter. Digite ls mod e Enter e veja se aparece, abaixo da coluna module, algum ide-scsi. Apareceu? Ótimo. Feche o Konsole e reinicie a máquina.

2. Outro bom queimador de CDs é o Gnome Toaster, um pacote bem fácil de instalar: no Konsole, digite rpm -ivh gtoaster, tecle Tab para completar o nome do arquivo e Enter. Finalizada a instalação, digite gtoaster e tecle Enter. A tela do Gnome Toaster traz na parte superior a árvore de diretórios do PC e, embaixo, a do CD. Na liste Filename de cima, procure os arquivos que deseja gravar, arraste e solte na lista debaixo. Encerrada a seleção, clique no botão Record, na barra de ferramentas do programa. Acompanhe a gravação com as informações de tamanho de arquivo e velocidade que aparecem no rodapé da tela.

 

Reprodução de som

 

Gravou músicas em MP3? Então ouça no Noatun, primo-irmão do consagrado Winamp para Linux, que vem no pacote Conectiva. É eficiência máxima. Clique no arquivo MP3, WAV, ULAW, AIFF, MPEG (áudio e vídeo) ou Ogg Vorbis que deseja ouvir, e o programa abrirá automaticamente e ainda integrado com o Konqueror. O Noatun cria listas de músicas e aceita peles do mesmo jeito que o Winamp e até do próprio.

Caso o sistema não tenha configurado o som (aconteceu com o INFOLAB), abra o Konsole, digite o comando sndconfig e tecle Enter. Esse utilitário de configuração procura e configura a placa de som. No teste, você vai ouvir um tostão da voz de Linus Torvalds, o autor do kernel do Linux. Feche a janela, e aproveite.

Fonte: InfoExame

O que é o KDE?

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Postado por Plinio Cruz em 19 de fevereiro de 2009 - Aplicativos, Linux | Seja o primeiro a comentar

KDE ou o Ambiente de Desktop K, é um ambiente de desktop integrado a redes contemporâneo para estações de trabalho UNIX. O KDE procura suprir a necessidade de um desktop fácil de usar para estações de trabalho UNIX, similar a ambientes de desktop encontrados nos sistemas operacionais Macintosh e Microsoft Windows. O UNIX é, segundo nosso entendimento, o melhor sistema operacional disponível hoje. Quando os quesitos são estabilidade, escalabilidade e abertura o UNIX não tem competição. De fato o UNIX tem sido a escolha óbvia para profissionais de tecnologia da informação por vários anos. A falta de um ambiente de desktop contemporâneo fácil de usar, porém, impediu o UNIX de ser usado nos desktops de usuários de computadores típicos em escritórios e residências. O UNIX hoje domina o mercado de servidores e é a plataforma computacional preferida por profissionais de computação assim como cientistas. A Internet, tão usada hoje em dia, tem suas origens no UNIX. Apesar de tantas populares criações da comunidade UNIX, usuários comuns de computatores ainda têm a imagem de que o UNIX é difícil de usar e geralmente se mantém distantes. Este fato é particularmente triste em vista de um grande números de implementações do UNIX, todas de excepcionais qualidade e estabilidade (Debian GNU/Linux, FreeBSD, NetBSD etc.) são disponibilizadas livremente na Internet.

O Ambiente de Desktop

O projeto KDE tem por objetivo mudar essa situação. O KDE oferece hoje um ambiente de desktop atual, fácil de usar, para sistemas UNIX e compatíveis. Junto com uma implementação livre do UNIX como o GNU/Linux, UNIX/KDE constitui uma plataforma computacional completamente livre e aberta, disponível para todos gratuitamente. O código fonte está disponível para quem queira ver, estudar, modificar e aprimorar. Ainda que sempre se tenha como melhorar, o KDE disponibiliza hoje uma alternativa funcionalmente completa e viável em face às combinações de sistemas operacionais/desktops comerciais disponíveis.

Nossa esperança e contínua ambição é que o KDE tratá um ambiente aberto, confiável, estável e livre de monopólios, já usado por cientistas e profissionais da computação ao redor do mundo, para todos os usuários.

KDE – O Framework de Desenvolvimento de Aplicações

O KDE também traz à tona várias inovações para desenvolvedores de aplicações. Uma infraestrutura completa foi projetada e implementada para auxiliar os programadores a criar aplicações robustas e intuitivas da maneira mais eficiente, eliminando a complexidade e o tédio do desenvolvimento de aplicações UNIX em geral. O KDE reconhece o fato de que uma plataforma computacional é tão boa quanto os aplicativos de primeira classe disponíveis para os usuários. O framework de aplicativos do KDE implementa os mais recentes avanços em tecnologia de frameworks, posicionando-se em competição direta com frameworks de desenvolvimento populares como as tecnologias MFC/COM/ActiveX da Microsoft etc. A inovadora tecnologia KParts de documentos compostos do KDE permite aos desenvolvedores criar rapidamente aplicações de primeira linha usando tecnologia de ponta.

KDE – O Conjunto de Aplicativos para Escritório

Utilizando-se do framework de desenvolvimento de aplicativos do KDE, um grande número de programas foi criado para o Ambiente de Desktop K. Uma seleção desses programas está contida na distribuição básica do KDE. Neste momento o KDE está desenvolvendo um completo conjunto de aplicativos para escritório baseado na inovadora tecnologia KParts. Esta moderna suíte de escritório oferece aplicativos de planilha, criadores de apresentações, gerenciadores pessoais, clientes de notícias e muito mais. KPresenter, que faz parte desse conjunto de aplicações, vem sendo usado com sucesso em várias apresentações.

Fonte: KDE Brasil

Internet: http://www.kde.org.br/

Mate a vontade de experimentar o Linux

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Postado por Plinio Cruz em 24 de outubro de 2007 - Linux | Seja o primeiro a comentar

A agitação em torno do Linux deixa muita gente morrendo de vontade de experimentar o sistema. Mas um frio percorre a espinha só de pensar em bagunçar o PC, aquele que está redondinho com o Windows. Se é isso o que o impede, relaxe. No tutorial a seguir vamos fazer uma instalação cautelosa de Linux num PC com Windows. A distribuição que utilizamos é a SUSE 10, da Novell, que tem se mostrado estável e cumpridora, num PC modesto, um Pentium III, com 256 MB de memória RAM e HD de 40 GB. Vamos aos passos.

1. PREPARAÇÃO

O SUSE 10 pode ser baixado de graça na web. Fizemos o download da versão completa que ocupou cinco CDs.

Antes de partir para a instalação, certifique-se que todos os periféricos estejam conectados ao PC e ligados. Isso facilita o reconhecimento dos dispositivos pelo sistema operacional. E não deixe de fazer uma cópia de segurança de seus arquivos do Windows. Assim, se der algum problema, você tem como recuperá-los.

O ideal é ter duas partições no disco rígido, uma para cada sistema operacional. Você pode particionar o disco antes de instalar o Linux, usando um programa como o Partition Magic, da Symantec. Ou, como nós, pode deixar a tarefa para o Linux, que costuma vir acompanhado de um gerenciador de boot em qualquer distribuição.

2. INSTALAÇÃO

Coloque o CD 1 no drive. Carregado o instalador, tecle F2 para ver a lista de idiomas e selecionar um deles. Ficamos com Português (Brasil), clicando na opção correspondente. Agora, selecione a opção Instalação e dê Enter. O instalador vai carregar o kernel (2.6.13) e verificar os componentes da máquina: HD, teclado, configurações do monitor etc. Isso leva alguns minutos, dependendo da capacidade de processamento da máquina e dos dispositivos que a compõem.

Em seguida, vem a tela de Verificação de Mídia. Neste ponto, o instalador vai checar se todos os arquivos estão íntegros. Você pode pedir para o programa conferir todos os CDs, inserindo um de cada vez. Clique em Próximo. Na tela do contrato de licença, aceite os termos e acione Próximo. Agora é que começam a vir as telas de configuração. Em Relógio e Fuso horário, selecione as opções e clique em Próximo. Depois, temos a Seleção de Área de Trabalho. Temos as opções de ambiente gráfico KDE, Gnome e outros. Vamos marcar KDE que, além de ser mais amigável para quem está acostumado com o Windows, traz mais pacotes de programas. Acione Próximo. Na tela seguinte, Configurações de Inicialização, o programa vai verificar se o computador está apto para a instalação e vai pedir para você determinar a partição em que o Linux será instalado. O instalador obriga o usuário a definir uma partição para o SUSE e outra para a memória virtual (swap), aquela que desafoga a RAM, utilizando uma parte do disco. Quando você for criar a partição, aparecerá uma tela com a opção de formatá-la nos padrões do Linux. Selecione essa opção e o padrão de arquivos EXT3, para ter mais compatibilidade com outras distribuições. Deixamos uma partição de 20 GB. Depois, faça o mesmo para a partição de swap, definindo o tamanho. Como a nossa RAM é de 256 MB, vamos definir o espaço de swap em 128 MB. O sistema vai instalar os pacotes do primeiro CD sem a sua intervenção. Em seguida, reiniciará a máquina e continuará a instalação, pedindo os próximos CDs. Instale todos.

3. USUÁRIOS

Depois de tudo instalado, é preciso definir o usuário root, o administrador do sistema, digitando a senha no campo correspondente. Na seqüência, começa a configuração de rede. Em geral, o Linux encontra as placas de rede e se ajusta sozinho. Depois, vai pedir a sua interferência para configurar o acesso à internet. Pule esse passo. Se quiser criar mais usuários, este é o momento. Insira nome e senha para um segundo usuário, útil em máquinas compartilhadas. Uma nova tela se abre para configurar placa de som, impressora e outros periféricos.

4. IMPRESSORA

Se você conectou e ligou a impressora antes de iniciar a instalação, terá agora de selecionar em listas o fabricante e o modelo. Nossa impressora, uma Deskjet 970 C, da HP, tinha o driver na lista e foi instalada sem problemas. Como soubemos? Porque o sistema imprimiu uma folha de teste. Clique em OK. O instalador ainda vai limpar o cache de arquivos de instalação e outras pequenas coisas que você só vai assistir. Ao final do processo, reinicializará o computador.

5. MODO GRÁFICO

No boot, o gerenciador Grub vai dar as opções de selecionar o sistema operacional SUSE no modo gráfico, que é o que interessa — o text mode é a tela preta com impenetráveis linhas de comando —, ou o Windows. Selecione o SUSE. O sistema será carregado e pedirá o login. Lembra do root e do usuário extra que criamos lá atrás? Então, entre com o nome de usuário e a senha. Finalmente, estamos dentro do sistema.

6. MAIS PERIFÉRICOS

Se, durante a instalação, você configurou a impressora e conseguiu a página de teste, nada mais precisa ser feito. Mas, se conectou agora, ligue-a, vá ao menu principal do KDE, acione Centro de Controle > Módulos do YaST2 (configurador principal do SUSE) > Hardware > Impressoras. O sistema começa a fazer a detecção da impressora. Ao final, clique em Adicionar, escolha o tipo de conexão, se paralela, USB ou outro, clique em Próximo. Na tela seguinte, selecione Primeira Impressora, se ela for a única no momento. Aproveite para testar a conexão, acionando o botão Testar Conexão da Impressora. Acione Próximo. Dê um nome para a impressora e clique em Testar Impressão. O sistema pedirá para selecionar o fabricante e o modelo nas respectivas listas. Se não estiver ali, peça o driver para o fabricante e instale, seguindo as instruções da tela. Clique em Próximo. Aparecem as informações da impressora. Clique em OK. O sistema salva as alterações.

7. WEBCAM

Também temos para instalar uma webcam Q-Cam, da Clone, com conexão USB. Plugamos e nada. O sistema não reconheceu porque não era compatível com Linux. Você pode perder algum tempo vasculhando a internet atrás do driver, pode achar, mas é melhor procurar um hardware compatível.

8. MEMORY KEY

Você tem arquivos para transferir de um memory key? Nós também. O SUSE costuma reconhecer automaticamente esses dispositivos, como aconteceu no nosso caso. Plugamos um memory key Simpletech, que foi reconhecido e abriu uma caixa de diálogo na tela. Para ver o conteúdo, clique em Abrir. O sistema mostra os arquivos no gerenciador Konqueror. É só dar um clique sobre o arquivo e ele se abre no aplicativo correspondente. Se o memory key emplacou, o seu MP3 player também tem chance de ser bem recebido pelo sistema.

9. ACESSO A CABO

Agora, vamos à conexão com a internet. Se você tem conexão discada e Winmodem, que faz a modulação e a demodulação por software, pode esquecer e comprar um modem externo compatível com Linux. Provedores como UOL, Yahoo! e iBest têm discadores para o sistema do pingüim.

No nosso caso, vamos usar um acesso de banda larga. A instalação vai depender do tipo de serviço, se for ADSL será de um jeito, se cabo, de outro. Antes de mais nada, entre em contato com o seu provedor e peça os números do DNS primário e do secundário para fazer a conexão. Se você não se sentir seguro, peça auxílio ao help desk do provedor. O UOL, por exemplo, dispõe de uma equipe especializada em configuração de acesso para Linux.

Vamos instalar uma conexão a cabo do Ajato de 512 Kbps. Para isso, vamos ao menu principal e escolhemos Centro de Controle > Módulos do YaST2 > Dispositivos de rede > Placa de rede. O sistema vai detectar as configurações da placa e exibir os dados. Selecione a placa de rede e clique no botão Editar. Na tela de Configuração de endereço de rede, marque Configuração de Endereço Estático e digite o endereço IP e a máscara de sub-rede fornecidos pelo provedor. Clique no botão Nome do Host e Servidor de Nomes. Na tela seguinte, digite o nome do host (ajato), o nome de domínio (ajato.com.br) e os DNS fornecidos pelo provedor.

Se for conexão com IP dinâmico, marque Configuração de Endereço Automática e espere o sistema fazer o trabalho. Clique em OK e depois em Próximo. O SUSE vai configurar o acesso durante alguns segundos. Depois, é só abrir o navegador e sair pedalando. Se não conseguir, reinicie a máquina, que dá certo.

10. ACESSO ADSL

Caso sua conexão seja ADSL, vá a Módulos do YaST2 > Dispositivos de rede > DSL. O sistema vai tentar detectar o dispositivo. Na tela seguinte, clique em Adicionar para configurar o acesso. Se for Speedy, por exemplo, escolha modo PPP sobre Ethernet. Em Ativação de Dispositivo, selecione Em Tempo de Boot para que o sistema inicie o serviço ao ser inicializado. Clique em Próximo. Na tela seguinte, vamos definir o provedor. As listas disponíveis apresentam apenas provedores estrangeiros. Marque Provedores do Usuário e clique em Novo. Digite o nome do provedor, do usuário, a senha e clique em Próximo. Em Parâmetros de Conexão, deixe como está, clique em Próximo e em Encerrar. Aparecerá uma tela sugerindo configurar o serviço de correio. Clique em Sim.

11. CORREIO

Na tela Configurações gerais, marque Permanente e clique em Próximo. Em Mensagens de saída, digite o endereço SMTP do seu provedor e acione Próximo. Em Entrada de e-mail, marque Abrir a porta do Firewall para não ser bloqueado. No menu suspenso Protocolo, escolha AUTO e clique em Encerrar.

Quando você reiniciar a máquina, aparecerá um ícone do Kinternet na bandeja do sistema para clicar quando quiser se conectar.

12. NO DVD

Caso você ainda não se sinta seguro para instalar o Linux no seu PC, use o Live DVD do SUSE, uma distribuição que roda direto do DVD e não precisa ir para o disco rígido. Assim, você pode avaliar se essa distribuição é a melhor para o seu hardware, se há algum conflito e como resolvê-lo.

Fonte: Dica Info Exame

Dicas para agilizar e aumentar os recursos do Ubuntu

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Postado por Plinio Cruz em 19 de novembro de 2006 - Linux, Soluções | Seja o primeiro a comentar

O Ubuntu vem ganhando espaço como uma distribuição Linux pronta para desktops, seja de micreiros experientes ou de neófitos. Com recursos como atualização automática (que lembra o Windows Update), instalação rápida de aplicativos e configuração fácil, o Ubuntu é uma distribuição perfeita para quem quer usar o Linux dispensando horas de configuração. Mas quem quer um sistema mais azeitado pode utilizar alguns programas e dicas para deixar o Ubuntu pronto para qualquer uso e, claro, mais rápido. Confira a seguir dez truques para incrementar o sistema. Todos eles foram testados no Ubuntu 7.04 (Feisty).

Codecs em ordem

Para quem assiste a filmes no computador, é uma boa instalar um pacote de codecs básicos para os principais tipos de vídeo e áudio. O repositório Medibuntu tem um pacote que cobre o necessário para os vídeos mais comuns na internet, com suporte a DivX, XviD e muitos outros formatos, além de som em MP3 e AC3. Trata-se do pacote W32codecs. Para instalá-lo, abra um terminal e tecle sudo aptitude install w32codecs. Espere o final do download e da instalação e pronto. O PC está preparado para os vídeos.

Ubuntu modificado

Para quem vai reinstalar ou costuma colocar o Ubuntu em várias máquinas, o Reconstructor (www.info.abril.com.br/download/4887.shtml) é uma boa opção. Ele cria um novo CD de instalação do Ubuntu, com configuração personalizada. É possível, por exemplo, remover ou adicionar aplicativos específicos. O Reconstructor permite até a mudança do visual do desktop, o que pode ser interessante para padronizar os sistemas operacionais de uma rede. O programa roda dentro do próprio Ubuntu.

 

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