É claro que a qualidade da apresentação de Marcos Veras em “Falando a Veras” não faz uso de trocadilhos pobres e piadas fracas como o tíutlo dessa coluna, mas a intenção do título é mais que verdadeira, pois os quase 90 minutos do show de Marcos é hilário e imperdível!
Primeiro tenho que agradecer a Isabela Saes e a SulAmérica Paradiso pela oportunidade, pois como sempre faço quase que diariamente, participo do programa a Hora do Blush via e-mail, enviando opiniões e interagindo com o pessoal do programa, e na última quarta-feira Marcos Veras foi o convidado e fui presenteado com um par de ingressos para a estréia na sexta-feira(15).
Para quem quer conferir esse show é fácil, Marcos Veras está em curta temporada, até 5 de fevereiro, todas as sextas no Teatro Leblon. Rua Conde de Bernadote, 26.
O repetertório de piadas é muito bom, Marcos Veras tem muito recurso cênico, suas imitações, principalmente as musicais são hilárias, a até a roupagem para piadas antigas são muito boas. Suas personagens, Toinho e Jonas Pintor, são irreverentes e tudo fica completo com a simpatia de Marcos no palco e com a platéia. Vale a pena conferir!
Há meses que não escrevia na coluna, não por falta de progamação cultural, que confesso que nesses últimos tempos foi bem rara, mas por falta de tempo, os projetos da Trio Interativa estão numerosos, o que dificultou a dedicação ao Clube da Informática. De Hamlet pra cá, teve algumas exposições, alguma gastronomia e até a peça de teatro “Aquela Mulher” com a Marilia Grabriela, que infelizmente não consegui registrar aqui! Texto muito bom, ousado no tema e muito bom na forma.
Fernanda Montenegro em Viver Sem Tempos Mortos
Mas hoje estou aqui para expor todo o meu nacionalismo, me acabar em elogios e criticar como bom brasileiro a injustiça com o nosso povo tupiniquim e creditar o Oscar de melhor atriz que foi nos negado por Central do Brasil a essa instituição brasileira chamada Fernanda Montenegro.
O título do post foi uma brincadeira com o título do livro que estou lendo atualmente que vale o registro “O dia em que Getúlio Matou Allende” do jornalista Flávio Tavares. Um livro que conta o último meio século de história do Brasil visto pelos bastidores do poder, que tem como eixo um encontro casual do autor, então um jovem estudante com Salvador Allende na China de 54 logo após o suicídio de Vargas, narrativa apaixonante. Vale a leitura.
Voltando ao tema: Fenanda Montenegro. Voltei ao novo teatro do Fashion Mall, agora na sala 2, para conferir “Viver Sem Tempos Mortos”, um monólogo ousado sobre a vida de Simone de Beauvoir. Sem ação física e recursos tecnológicos o diretor Felipe Hirsch coloca a atriz em uma cadeira com um iluminação explendorosa no centro do palco e lá Fernando encarna Beauvoir que conta como foi sua intensa vida.
O espetáculo tem aproximadamente uma hora, o texto e a história são tão envolventes que ao final parece que se passaram apenas alguns minutos. Fernanda com gestos precisos e emoção na dose certa leva o público para os anos 40, nos envolve na história do ”homenzinho”, apelido de Sartre, nos coloca em meio a resistência dos autores durante a tomada alemã e nos faz pensar sobre a filosofia de vida de Simone que na época escandalizou boa parte da classe burguesia.
Quem tiver a oportunidade de conferir a apresentação não pode perder, é uma oportunidade única ver Fernando Montenegra e ao mesmo tempo ficar tão intímo da vida de Simone de Beuavoir. Uma apresentação que só reforça a minha tese, nacionalista sim, mas justa, que o Oscar era para ela, Simone de Bauvoir fez justiça!
Para fechar a série de Out of Memory atrasados do mês de maio: um clássico. No dia 22 passado fui ao belíssimo Teatro Oi Casa Grande conferir Wagner Moura e grande elenco em “Hamlet”, de William Shakespeare, no elenco Tonico Pereira, Carla Ribas, Georgiana Góes, Caio Junqueira, Cláudio Mendes, Fábio Lago, Felipe Koury, Gillray Coutinho e Marcelo Flores. A direção, na minha opinião de leitor da obra, magnífica foi Aderbal Freire Filho.
Hamlet é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. A peça, passada na Dinamarca, reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai Hamlet, o rei, executando seu tio Cláudio, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a mãe de Hamlet. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida — do sofrimento opressivo à raiva fervorosa — e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.
A peça é extensa, são mais de três horas de uma história intensa e com um texto magnífico, a tradução foi feita pela dupla Wagner Moura e Aderbal Freire, vou chover no molhado e afirmar que comprovei a atuação espalhafatosa do Hamlet feito por Wagner, detalhe que até ele mesmo assumi ter colocado na personagem, na minha opinião não compromete, na verdade lendo a obra na tradução de Millôr Fernandes por vezes tive a impressão de imaginar um Hamlet muito próximo ao de Wagner Moura.
Os recursos da peça, como a filmagem feita ao vivo e que passa no telão ao fundo do palco, são utilizados na medida e trazem dramaticidade na dose certa e em momentos chave da história, a luz e o palco dão um tom quente a história, lindo e fantástico!
Agora o destaque mesmo é para Tonico Pereira que faz o papel do Rei traidor! A personagem aparece devagar na história e tem um crescente na participação até culiminar na importância máxima para o desfecho da história, e foi assim a atuação do Tonico, discreta no início e magnífica da metade para o fim, quando precisava, com certeza sensibilidade digna de grandes atores e conhecedores do ofício! Parabéns ao ator!
No último post Out fo Memory me comprometi a justificar meus atrasos com essa parte do site, e de quebra justifico mostrando uma dica de diversão que ultrapassa as linhas do entretenimento e toca assuntos como preservação ambiental, trabalho sério, educação e amor a uma causa, estou falando do Projeto Tamar na Praia do Forte em Salvador. Mas temos que começar pelo começo…
Entrada do evento da Sobenfee no Othon
Como a maioria já sabe sou diretor de tecnologia da Trio Interativa, mantenedora do site do Clube, e como tal estou a frente de um novo projeto da empresa, que já completou um pouco mais de um ano e que está em franco crescimento que é o Hermes, uma solução em gestão de eventos, que teve um momento importante na última semana do mês passado, entre 27 e 30 para ser mais preciso, em um evento para quase duas mil pessoas, onde além de participar de todo o processo de organização e administração que antecede o evento em si, também foi responsável pela gestão da secretaria do evento, credeciando, colhendo novas inscrições, imprimindo certificados e organizando o evento de um modo geral no próprio local.
O evento em pauta foi o II Congresso Brasileiro de Tratamento de Feridas realizado com muita competência pela Nyty Eventos, empresa organizadora de eventos e que está utilizando o sistema Hermes em seus eventos desde agosto de 2008 com muito sucesso. Acreditando no sistema desde seu início a empresa foi pioneira na utilização de um sistema autonônomo e totalmente ligado a internet e ao banco de dados do evento pelo Hermes, sendo assim a organização do evento tinha acesso em tempo real aos dados e gerência do evento, como crendencimentos e novas inscrições realizadas por exemplo.
Umas das instalações educativas do Projeto Tamar
O evento foi realizado em Salvador no Hotel Bahia Othon Palace, fui para lá e passei uma semana para dar todo apoio necessário a parte que era responsabilidade do Hermes, afinal era sua primeira vez e toda atenção era necessária, sendo assim já consigo após toda essa história justificar o atraso e a falta de algumas atualizações no site do Clube, como disse que faria no último artigo.
E já que estava em Salvador e ninguém é de ferro, fui passear pela cidade e realizar um antigo desejo, conhecer o Projeto Tamar, que sempre acompanhei pela mídia e tinha vontade de saber mais e ver de perto. Para isso “fui obrigado” a ir até a estonteante Praia do Forte onde está instalado o projeto.
O nome TAMAR foi criado a partir da contração das palavras “tartaruga marinha”. A abreviação se mostrou necessária ainda no início dos anos 80, para a confecção das pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas pelo Projeto para estudos de biometria, monitoramento das rotas migratórias e outros.
Muitos tanques colocam os visitantes em contato com as espécies protegidas pelo projeto
Desde então, o Projeto TAMAR passou a designar o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas, que é executado pelo ICMBio, através do Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas (Centro TAMAR-ICMBio), órgão governamental; e pela Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisas das Tartarugas Marinhas (Fundação Pró-TAMAR), instituição não governamental, de utilidade pública federal.
Essa união do governamental com o não-governamental revela a natureza institucional híbrida do Projeto TAMAR. O TAMAR conta ainda com a participação de empresas e instituições nacionais e internacionais, além de organizações não-governamentais.
Um projeto maravilhoso com excelentes instalações e imperdível para quem vai até Salvador! Vale muito a pena e você fica feliz que exista recursos públicos investidos em profissionais que lutam por uma causa tão nobre.
A coluna Out Of Memory teve poucas entradas nos últimos tempos, mas não foi por falta de programas interessantes e sim por falta de tempo, os visitantes mais assíduos do Clube da Informática já criticaram as “poucas” atualizações das últimas semanas, mas foi tudo por uma boa causa, explico em um próximo post. Vamos ao que interessa…
Grande Elenco em Maria Stuart
Fui assistir em meados de maio passado, mas precisamente há um mês, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) a montagem do clássico de Schiller “Maria Stuart”, com Julia Lemmertz no papel-título e Clarice Niskier como Elizabeth, sob a direção de Antonio Gilberto, idealizador do projeto ao lado das duas atrizes. A tradução utilizada é a de Manuel Bandeira, e completam o elenco Mário Borges, André Correa, Henri Pagnoncelli, Clemente Viscaino, Amélia Bittencourt, Pedro Osório, Renato Linhares, Maurício Souza Lima, Silvio Kavinski, Thiago Hausen, Maurício Silveira, Guilherme Bernardy e Ednei Giovenazzi em participação especial. O patrocínio, é claro, do Centro Cultural Banco do Brasil.
A peça fala do histórico conflito entre as rainhas, primas e rivais Elizabeth, da Inglaterra, e Maria Stuart, da Escócia. A motivação do diretor Antonio Gilberto para trazer ao público brasileiro deste início de século XXI um clássico de Schiller, escrito em 1800, é a sua capacidade de se manter atual: “Por falar de sentimentos e conflitos tão comuns a nós seres humanos, essa obra de Schiller é um clássico. Por ser um clássico será sempre oportuna e interessante uma nova montagem de MARIA STUART”, afirma o diretor.
A montagem é boa, não chega a ser brilhante, mas é um bom espetáculo. O destaque fica pela atuação dos atores no que diz respeito ao texto, intenso, emocional e extenso, são falas gigantescas e que exigem o máximo de concentração de um ator, para conciliar texto, interpretação e ainda marcas no palco, talvez esse seja o motivo que nem todos os atores tenham uma atuação expressiva. Júlia Lemmertz sobra no elenco.
Ao final da peça Júlia Lemmertz descreve muito bem o estilo do espetáculo, um embate, pois é isso que se vê, são falas e mais falas, todos os principais personagens da trama chegam a ter uma espécie de monólgo tamanho são as entradas dos mesmo com seus pensamentos e divagações.
Momento que se deve registrar é que na ocasião estava presente na platéia Ney Latorraca, que foi homenageado pela atriz com a dedicação da apresentação da noite e com a descrição “Pai de todos”, muito bonito!