Atualização do XP Irrita Usuários

Um dos recursos teoricamente mais amigáveis do Windows XP vem revelando seu lado irritante aos usuários. Cerca de três vezes por semana, os usuários do Windows XP vêem uma pequena janela na parte inferior da tela, avisando-os que existe um novo patch disponível para seu sistema. A grande quantidade de patches faz alguns usuários se perguntarem se seus discos rígidos são grandes o bastante para suportar aquilo que Bill Gates chama de “Computação Confiável”.

Os usuários também reclamam que muitos dos patches tornam o XP instável. Outros se queixam do grande espaço ocupado por patches destinados ao que consideram aplicativos desnecessários, como games e programas de trocas de arquivos, e acreditam que a Microsoft deveria se preocupar mais em corrigir falhas cruciais de segurança.

Os especialistas em segurança digital dizem que o recurso de atualização automática é bom na teoria, mas não funciona tão bem quanto deveria. Em alguns casos, os patches mais recentes até interferem no funcionamento de atualizações anteriores, fazendo com que máquinas supostamente protegidas fiquem abertas ao ataque de hackers maliciosos.

Os experts também confirmam que muita brechas de programas da Microsoft continuam abertas, e se perguntam quando a iniciativa Computação Confiável terá resultados visíveis no mundo real.

A própria Microsoft parece estar tendo problemas para acompanhar a enxurrada de patches. O programador Thor Larhom admite que um patch chamado MS02-018 classificado pela empresa como “crítico” e lançado no começo de abril, ainda não foi instalado nos servidores Hotmail e Hotmail Passport da própria companhia.

Uma porta-voz da Microsoft confirmou que os servidores ainda não receberam o patch. “A MSN está trabalhando para implementar este patch o mais rápido possível”, disse. “No entanto, já que o MSN Hotmail conta com mais de 110 milhões de usuários, a atualização de todos os servidores é demorada, e está em andamento”.

Larhom disse que os servidores que não possuem o patch podem fazer com que as contas do Hotmail fiquem expostas a uma série de invasões. Segundo a porta-voz, até onde a Microsoft sabe, nenhuma informação dos clientes foi comprometida até agora.

Larhom postou em seu website uma lista contendo 14 outras vulnerabilidades observadas em aplicativos da Microsoft. Segundo ele, no final de março a lista trazia apenas duas falhas, mas de lá pra cá seus números dispararam.

Em resposta à lista de Larhom, um porta-voz da Microsoft disse que, na opinião da companhia, “promover supostas vulnerabilidades pode pôr os usuários de computadores em risco, ou no mínimo causar confusão e apreensão desnecessárias”.

Larhom faz graça com a resposta: “A última vez em que li a frase ou pelo menos causar confusão e apreensão desnecessárias foi há três dias, na resposta da Microsoft a outro artigo relacionado à segurança. Esta é a nova resposta pronta da empresa”. Ele diz que as vulnerabilidades listadas em sua página, descobertas por vários especialistas, passaram por testes rigorosos e foram reconhecidas pela Microsoft antes de serem publicadas. “Com toda certeza, as falhas listadas aqui já estão sendo usadas”, diz. “A lista existe para pressionar a Microsoft, na limitada esperança de que eles corrijam esses defeitos. Também faço o possível para ter certeza de que cada falha listada traga consigo uma solução provisória que possa ser aplicada imediatamente. A Microsoft parece achar que os clientes preferem permanecer vulneráveis enquanto esperam por um patch”.

Outros pesquisadores de segurança eletrônica também concordam que a Microsoft ainda precisa solucionar uma série de problemas de segurança em seus produtos e serviços, mas disse que a companhia está se saindo melhor do que antes. Joel Scambray, um dos autores de Hacking Exposed, vem trabalhando de perto com a Microsoft. Ele acredita que a empresa está fazendo progressos reais em sua iniciativa Computação Confiável. “Posso ver de maneira muito nítida como o memorando de Bill Gates (enviado dia 18 de janeiro a todos os funcionários da Microsoft e comunicando a nova iniciativa) esquentou os ânimos da companhia e a levou a reavaliar muitas questões fundamentais relacionadas à segurança dos produtos”, diz Scambray. “Nos bastidores, acho que os passos certos estão sendo dados para fazer melhorias. Isto apenas não é visível ainda”.

Menashe Eliezer, gerente do Finjans Malicious Code Research Center, também acha que a Microsoft está progredindo. “O público não vê as mudanças na estratégia da Microsoft, mas tenho certeza que qualquer programador da empresa pode falar a respeito delas”, afirma. “Eu percebo a diferença”.

Apesar disso, tanto Eliezer quanto Scambray questionam o recurso de atualização do XP. Eles dizem que os patches podem entrar em conflito, causando problemas ao sistema, e às vezes até remover proteções instaladas anteriormente. “Com o atual sistema de atualização automática da Microsoft, não se pode estar sempre certo de que seu computador esteja protegido pelos patches mais recentes”, disse Scambray. A Microsoft há muito tempo vem tendo problemas para unificar suas várias fontes de patches. Enquanto eles não conseguirem agir em conjunto, acho que seus clientes deveriam se familiarizar com métodos manuais de instalação”.

Larholm duvida que haverá qualquer melhoria na atual geração de produtos da Microsoft. “O que foi que eles disseram à sua horda de programadores nós ainda não sabemos”, diz. “A Microsoft precisa redesenhar aspectos fundamentais de sua infraestrutura de software, e enquanto isso não for feito não veremos nada além de desvios e patches preliminares. No fim das contas, está tudo igual por enquanto, mas suas intenções são promissoras”.

Alguns usuários do XP estranharam o fato de a Microsoft lançar “patches de compatibilidade” para vários aplicativos de troca de arquivos na atualização de abril de 2002 para o Windows XP. “O XP tem todas aquelas medidas antipirataria, e apesar disso a empresa continua divulgando patches para que o Kazaa e o Grokster funcionem no sistema”, diz Nicky Caldone. “Chame do que quiser, mas os aplicativos de troca de arquivos não passam de pirataria”.

Um porta-voz da Microsoft disse que a empresa não leva em consideração a finalidade de um aplicativo na hora de divulgar um patch de compatibilidade. “É engraçado que a Microsoft, que se manifestou tantas vezes contra o custo e as conseqüências da pirataria, inclua patches para programas de troca de arquivos nas atualizações do XP”, disse Caldone. 

Termo – Éden

Depois das placas mini-iTX a Via desenvolveu uma plataforma ainda mais integrada, batizada de Eden.

A diferença básica entre as duas é que enquanto as placas mini-iTX são uma plataforma aberta, destinada a PCs de baixo custo baseados nos processadores C3 da Via, o Eden tem o como objetivo ser uma plataforma ainda mais integrada, destinada a Roteadores, Internet Appliances, incluindo Webpads e terminais de acesso além de video-games.

A plataforma pode servir também como mais uma opção de PCs baixo custo. Na verdade, as características não são muito diferentes das do mini-iTX. Uma placa mãe ultra integrada, com vídeo, som, rede e o que mais for necessário onboard e um único slot PCI para expansão.

O marketing da Via se baseia no baixo custo e no baixo consumo elétrico do conjunto. A placa Eden 1400 por exemplo consome menos de 6 Watts, mas menos de 6 Watts para todo o conjunto, processador, chipset, toda a parafernália integrada e outros componentes da placa mãe, o que é pouco mais do que consome uma TV de 20 polegadas em standby.

A plataforma Eden é dividida em duas famílias, a Eden 1000 e a Eden 2000, com três opções de processadores, o ESP4000, ESP5000 e ESP6000, com um total de 6 produtos.

A família 1000 inclui o Eden VE1400 (com o processador ESP4000), Eden VE1500 (ESP5000) e Eden VE1600 (ESP6000). A família 2000 por sua vez inclui o Eden VE2400 (ESP4000), Eden VE2500 (ESP5000) e Eden VE2600 (ESP6000).

Apesar dos nomes diferentes, os processadores nada mais são do que processadores C3 com encapsulamento EBGA, um formato onde o processador é soldado na placa mãe ao invés de ser encaixado para cortar custos. A VIA não divulgou as frequências de operação dos processadores, mas sabe-se que os ESP4000 e ESP5000 são baseados no core Samuel II enquanto o ESP6000 é baseado no core Erza.

Em todos os três casos os processadores utilizam o LongHaul, um sistema de gerenciamento de energia bastante agressivo, inspirado no LongRun dos processadores Crusoé para conseguir apresentar um consumo elétrico tão baixo. Só para completar, nenhum dos três processadores precisa de cooler, o que é exaustivamente citado na apresentação da VIA.

Vale lembrar que os 6 Watts são para o Eden 1400, a versão mais simples, e mesmo assim apenas para a placa e processador. Ao incluir um pente de memória RAM e, uma fonte de 60 Watts e um HD de 5400 RPM, o consumo total do conjunto subiria para algo em torno de 29 Watts (5 Watts para o pente de memória, 15 Watts para o HD e 3 Watts perdidos na fonte).

Artigo cedido por Wagner S. Vasconcellos
Analista de Suporte / HelpDesk

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