Quero ir para Meca

Na última quinta-feira tive o prazer de ir ao teatro presenciar o profissionalismo, a grandiosidade e a performance de uma artista que com a carreira constrúida ao longo de todos esses anos não precisa provar mais nada pra ninguém e acredito que ela executa seu trabalho não para isso e sim pelo simples fato que é natural dela expressar sua arte pela interpretação dos seus personagens, estou falando de Cleyde Yáconis.

Cacá Amaral e Cleyde Yáconis

Cacá Amaral e Cleyde Yáconis

Cleyde acompanhada de Patrícia Gasppar e Cacá Amaral interpretam “O Caminho para Meca“, história do fim de vida de Miss Helen, como ficou conhecida. Helen Martins viveu no vilarejo de Karro, na África do Sul, no começo do século passado e teve uma história sofrida e uma vida que, pelo modo que foi vivida e interpretada pelo pequeno povoado de sua cidade, foi dura e solitária.

No programa explica-se: “A fim de materializar suas visões, Miss Helen suportou grande sofrimento psíquico e emocional. Isso até que sua vista começasse a falahr. Numa fria manhã de inverno em 1976, aos 78 anos de idade Helen Martins morreu. Queria que sua criação fosse preservada em um museu. E seu desejo de ser reconhecida como artista foi realizado com a Casa Crouja (Owl House). Sua arte, antes objeto de escárnio e vergonha, é hoje o mais importante bem do vilarejo”.

A história é muito boa e emocionante, ao final do espetáculo se tem a sensação que não teria artista melhor para realizar tal papel. Salve Cleyde Yáconis, parabéns a tradução de José Almino, a direção de Yara de Novaes e ao Banco do Brasil por patrocinar esse projeto.

Compatilhe esse artigo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.